nem na metade… [Deuses Americanos]

O nem na metade… é uma homenagem ao filho do espinafrando, o espinafrinho. Como o tempo anda escasso, essa sessão tratará de obras que o espinafrando teve que largar antes de chegar ao fim (às vezes, antes de chegar à metade). São primeiras impressões, que não necessariamente refletem a opinião definitiva sobre o objeto analisado. Alguns terão repeteco quando forem completados, outros ficarão pelo meio do caminho. Enjoy!

Livro: Deuses Americanos

Em vias de se transformar em série da HBO, ‘Deuses Americanos’ é o terceiro livro do Neil Gaiman que o espinafrando começa a desbravar.

Deuses Americanos

O cronista Ignácio de Loyola Brandão disse recentemente que “um nome inadequado pode destruir o personagem e desinteressar o leitor”. Se é verdade, o personagem principal de ‘Deuses Americanos’ é a exceção que confirma a regra. Shadow é o nome dele. E confesso que foi uma resistência que tive que vencer pra começar o livro (não é terrivelmente cafona?).

Felizmente, foi só ler os dois primeiros capítulos e a má impressão inicial se transformou em puro êxtase. ‘Deuses Americanos’ tem o começo mais empolgante dos livros de Gaiman que o espinafrando já leu. E o tal Shadow é completamente cativante e cheio de empatia, não de empáfia, como insiste o corretor ortográfico.

(aliás, quando você começar a ler –e você DEVE fazer isso o mais rápido possível, de preferência depois que terminar de ler o espinafrando.com ;-)– não leia a orelha da edição brasileira. Está repleta de spoilers que tiram o impacto das primeiras surpresas)

Até agora, lembra muito o clima de ‘Um Sonho de Liberdade’ (o filme) misturado com um trecho específico de uma história de John Constantine escrita por Jamie Delano – ‘Hellblazer: Pandemônio’. E isso é tudo que o espinafrando vai dizer sobre o enredo.

Perdoem se deixamos vocês no escuro, mas é proposital. Fazia tempo que não éramos surpreendidos por algo tão bacana, sem saber quase nada à respeito da obra. E queremos que vocês tenham a mesma sensação de queixo caído ao virar cada página!

‘Deuses Americanos’ está tão espetacular que só não virou uma Dica Duca porque ainda não terminamos o livro. Pode ser que no decorrer da aventura, vire algo piegas ou sem sentido. Mas a aposta é que será bombástico até o fim.

chamou a atenção

★ a escrita cinematográfica. É quase um filme 4D. Você sente o calor e o fedor do bafo de búfalo e a consistência viscosa de sua baba.

★ frases deliciosas como: “Estava mais paranóico que o normal (e, na prisão, o normal é muito, além de ser uma estratégia de sobrevivência).” Ou: “E a moral da história, de acordo com Johnnie Larch, era esta: não irrite as pessoas que trabalham em aeroportos.” E ainda: “Os olhos dele eram bolinhas de gude negras e líquidas, e sua voz era um estrondo que parecia vir de dentro da terra. Ele cheirava a cachorro molhado.” E a fantástica: “— Diz a ele que a gente reprogramou a realidade. Diz que a linguagem é um vírus, que a religião é um sistema operacional e que as orações são a mesma coisa que a porra do spam. Diz isso a ele ou eu mato você – disse o jovem, no meio da fumaça, docemente.” Não é adorável?

VEREDITO: tá brincando? Não percebeu o entusiasmo?? O espinafrando VAI até o final e ainda vai reler umas boas vezes antes de deixar o livro pegar poeira na estante.

P.S.
O 3º capítulo vira tudo de cabeça pra baixo. De novo. Esse livro promete!

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