Top 3 – documédias televisivas

Na falta de termo melhor em português –não queremos usar mockumentary–, o espinafrando acaba de batizar o gênero de comédias travestidas de documentários de documédias©. E aqui está nosso top 3 de seriados no estilo.

3.Parks and Recreation

Parks and Recreation

Uma verdadeira pérola escondida na programação da Sony. Com os piores horários do canal (sábados às 08:30 e 13:30 / domingos às 00:00, 03:00 e 06:30), é quase impossível de acompanhar. Mas nas raras ocasiões em que o espinafrando apanha um episódio à esmo, é sempre diversão garantida.

Junte The Office com Saturday Night Live e você tem P&R (é verdade, são os mesmos produtores combinados das duas atrações).

Capitaneada por Amy Poehler, ex-parceira subestimada da incensada Tina Fey no quadro mais longevo de SNL (o Weekend Update), Parks and Recreation acompanha o dia-a-dia dos piores funcionários públicos da pequena cidade de Pawnee, no estado de Indiana. Situações desconcertantes dão o tom do humor. Coisa fina. Ou estúpida. Você é o juiz.

2. Curb Your Enthusiasm

Curb Your Enthusiasm

Ou Segura a Onda aqui no Brasil. Filho bastardo de Seinfeld, mostra as desventuras do roteirista e arremedo de ator Larry David. Não se faz de documentário falso, mas como é inspirado nas idiossincracias reais do Larry e como faz questão de misturar personagem com pessoa, entra na categoria documédia. Se não ficou satisfeito com isso, lembramos que aqui é o espinafrando quem faz as regras. Monte o berinjelando.com e faça as suas😉

Pra quem não sabe, Larry David é o co-criador de Seinfeld, junto com o próprio (Jerry). Serviu de base para o George Costanza. E basta assistir 5 minutos de Curb pra perceber que o George é um bastião do que há de melhor na humanidade se comparado ao Larry original (ou sua persona).

É um dos seriados mais engraçados da TV americana e sua oitava temporada acaba de estrear na HBO. Aproveite!

1.The Office (US)

The Office US

O campeão das documédias. Uma equipe de documentaristas que nunca aparece diante das câmeras nos apresenta ao cotidiano de uma filial de uma empresa fabricante de papel (a Dunder Mifflin), numa cidadezinha perdida dos EUA (chamada Scranton).

Steve Carrell (brilhante!!) é Michael Scott, o gerente regional. Que pode ser definido como o ser mais egoísta e tapado que já pisou nesse mundo. Mas seria injusto. Michael Scott também é arrojado, preguiçoso e mau caráter. Por vezes, ingênuo e de bom coração. É humano.

Por mais estereotipados que sejam os personagens de The Office, eles nunca são unidimensionais e o mais irascível deles sempre pode te pegar de surpresa num determinado momento com uma atitude que te daria orgulho, ou pena, ou raiva, ou asco, ou admiração. É a grande qualidade da série, juntamente com o humor refinado ou escrachado, frequentemente agridoce.

The Office vive de momentos inspirados em meio à monotonia de uma firma que vende papel. Momentos que podem te fazer gargalhar, sorrir e até enxugar aquela lágrima marota de pura emoção.

E tem um elenco genial que em grande parte acumula os cargos de roteiristas e produtores. É uma série tão boa que o espinafrando acompanha direto em DVD, pra não ficar refém dos horários (e agora da dublagem) do FX. Lógico que demora mais (e sai mais caro) para ver uma temporada, mas é uma espera (e um investimento) que realmente vale à pena.

É pena que Carrell abandonou o barco na última temporada. Pode ser que a turma que ficou consiga levar o programa adiante, mas é pouco provável. The Office é como um castelo de cartas: todos são ótimos no conjunto, mas tire uma carta que o castelo desaba. E a carta sozinha também não tem o mesmo brilho.

Bônus Round: The Office (UK)

The Office UK

Hor concour. O original. Cria dos indefiníveis Ricky Gervais e Stephen Merchant.

Enquanto o primo americano dura por 7 temporadas, a matriz inglesa teve apenas 2. Curtas, por sinal.

O 1º ano de ambas tem roteiros bem parecidos. Tirando isso e a premissa, não podiam ser mais diferentes. São universos distintos. Tão distintos, que seria possível que o David Brent de Ricky Gervais encontrasse com o Michael Scott (coisa que aconteceu antes do adeus de Steve Carrell, para graça eterna de todos os fãs).

O seriado britânico é bem mais ácido. Tão ácido que chega a queimar, às vezes. O desconforto causado por Gervais está sempre no fio da navalha, entre o ridiculamente engraçado e o absolutamente grotesco. É para estômagos e mentes fortes. Nada que uma boa dose de espinafre não resolva😉

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