espinafrando a estreia: Super 8

Super 8 é o filme do ano (até aqui, pelo menos). Fazia tempo que o espinafrando não saía tão maravilhado de uma sala de cinema.

câmera super 8

Não faremos coro com o pessoal que está chamando essa obra-prima do entretenimento de “o novo Goonies”. Por mais que adoremos o filme de Richard Donner.

Não. Super 8 é muito maior que Goonies. É o E.T. do século XXI. E merece ser assistido na tela grande. Grande mesmo, do cinema, não da sua TV de 40 e tantas polegadas (por mais que queiramos comprar o blu-ray assim que estiver disponível).

Tem o DNA da Amblin e do produtor Steven Spielberg? Sem dúvida. Até a trilha orquestrada de Michael Giacchino lembra os grandiosos trabalhos do John Williams. Mas acima de tudo, Super 8 tem o toque de J.J. Abrams, criador de Lost e diretor do último (e melhor, me desculpem os puristas) filme de Jornada nas Estrelas.

O cara tem a manha de construir expectativa e entregar emoção em estado bruto. Sabe usar muito bem o melhor recurso do suspense: sugerir ao invés de mostrar. E sabe explodir coisas sem explodir sua vista. Michael Bay deveria ter aulas com Abrams para que pudéssemos pelo menos entender o que está acontecendo em suas cenas frenéticas. Ah, e acrescenta valor de produção como ninguém (você vai entender isso após assistir ao filme).

O enredo? Não é uma história sobre alienígena tentando escapar do exército numa pequena cidade do interior dos EUA.

É uma história sobre a infância, a melhor fase da vida, quando tudo parece possível e não se mede as consequencias nem os sonhos. Porque sonho e realidade estão muito próximos, basta erguer a mão e tocá-los. Ser criança é viver através de hipérboles. E depois que você começa a se envolver, pouco importa a cara que a criatura presa no trem terá.

Se é um filme sobre a infância, tem que ter um elenco infantil de primeira pra funcionar. E Super 8 tem! Estão lá os garotos (e garota) que faltavam ao cinema dos anos 2000. Os novos Sean Astin (Goonies), Drew Barrymore e Henry Thomas (E.T.), Wil Wheaton e River Phoenix (Conta Comigo) e até um Anthony Michael Hall (Clube dos Cinco).

as estrelas de Super 8

O ator principal, Joel Courtney, entrega o que é preciso para o papel. Mas o destaque entre os meninos é o gordinho Riley Griffiths, que interpreta o alter-ego de J.J., superando qualquer expectativa. E qualé a da família Fanning, com duas filhas talentosíssimas em sequencia? Já conhecíamos a Dakota, mas essa Elle é beeem melhor que a irmã.

O filme é realmente fabuloso! Até a única coisa que fica sem explicação não importa no final. Ah! Fique pelo menos até a metade dos créditos: você terá a chance de ver o ótimo curta-metragem em super 8 que os personagens estiveram filmando (e que foi escrito, produzido e dirigido pelos próprios atores, exigência de Abrams. Sua única regra foi: tem que ser um filme de zumbis).

E, numa nota pessoal, é bem diferente assistir a esse tipo de filme depois que se vira pai. Você acaba com duas perspectivas. E lágrimas em dobro.

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