espinafrando a estreia: Pan Am

Pan Am

Graças à magia do iTunes (valeu, Steve!), pudemos conferir mais uma estreia de um seriado americano.

As irmãs Cameron

Depois das experiências com New Girl e Terra Nova, estávamos meio ressabiados. Até porque não ouvimos muitas coisas boas sobre Pan Am, ao contrário: muitas críticas acabando com a pretensão da série de ser um Mad Men de saias. Teve até um piloto de avião comercial que escreveu uma resenha maldosa no iTunes, alertando para as imprecisões técnicas na pilotagem, vejam só!

Pan Am

Dito isso, ficamos bem impressionados com o episódio piloto (haha), de modo geral. É a história de um grupo de aeromoças (ei, a série se passa em 1963! Nada de errado em chamar as comissárias de bordo de aeromoças, tá?), co-piloto e piloto da hoje extinta Pan Am (dã). E felizmente, o enredo não se atém apenas ao cotidiano das viagens: há uma boa pitada de geopolítica, espionagem (Guerra Fria? Alguém?) e dramas pessoais que se iniciam em terra firme e se desdobram pelos amplos corredores (ouviram, TAM e Gol?) do Clipper Majestic em seu voo inaugural NY-Londres.

Pan Am

A série voa alto com:

  • A estrutura narrativa. É cheia de acertos: desde iniciar a história seguindo a aeromoça novata (fazendo com que nós telespectadores tenhamos uma âncora para nos inteirarmos sobre o modus operandi), até o bom uso de flashbacks para dar estofo aos personagens.
Pan Am
  • O elenco feminino. Formado quase que inteiramente por caras pouco conhecidas, é muito, muito bom. E não estamos falando de beleza, mas de atuações seguras. A única exceção é justamente a hollywoodiana Christina Ricci, que entrega uma performance caricatural decepcionante (comentário da Sra. Espinafrando: “ela parece um desenho animado”). Aliás, surpreende que a atriz mais estonteante (Margot Robbie no papel da novata Laura Cameron, a saber) seja a que melhor desempenha o ofício — rosto muito expressivo, entonação perfeita, comunicação não-verbal de primeira, emoção à flor da pele… Nasce uma estrela?
As aeromoças da Pan Am
  • A trilha sonora. Cheia de standards americanos, é impecável.
  • O cuidado da produção com a reconstituição de época. É muito bem feito! Mais ainda se levarmos em consideração que, além das cenas internas de aeroporto e aeronave, o primeiro episódio passeia com belas externas por Nova York, a Baía dos Porcos em Cuba, Roma e Londres.
Pan Am
  • As relações entre os personagens, os ganchos narrativos, a trama interessante… Enfim, um roteiro redondinho!

Mas enfrenta turbulências quando:

  • Depende do elenco masculino. O que as minas têm de bom, os manos têm de medíocre. Na verdade, estamos sendo um pouquinho cruéis demais com a ala masculina: o problema mesmo são o piloto e co-piloto, já que os demais atores coadjuvantes seguram a onda.
A ala masculina de Pan Am
  • Contrata o sobrinho da vizinha para o cargo de continuista. Pelo menos é a impressão que dá quando somos apresentados à personagem de Ms. Ricci: num momento, tem uma vasta cabeleira abaixo dos ombros, mas é só descer do táxi que já mostra um corte de cabelo totalmente diferente, principalmente em comprimento.
O cabelo de Christina Ricci

E é só. Pelas nossas contas, os acertos ganharam de goleada.

Pan Am definitivamente será acompanhada pelo espinafrando quando aterrissar no Brasil. Pelo menos enquanto o serviço de bordo for satisfatório.😉

Pan Am

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