Mudinhas de Espinafre [28.11.11]

O Mudinhas de Espinafre trata de assuntos pop (quem diria?) que marcaram o dia-a-dia do espinafrando no formato de pílulas. Ou seja, textos curtos e sem profundidade. Vamos a elas!

HQ + WEB

Freak Angels

Uma descoberta tardia. Freak Angels é uma hq digital by Warren Ellis & Paul Duffield. De graça. Foi publicada em 144 episódios de 6 páginas (o número de páginas é uma suposição, já que ainda estamos lendo –até agora tem se mantido assim), quase que semanalmente. Só a introdução já é de arrepiar:

23 anos atrás, doze estranhas crianças nasceram na Inglaterra no mesmo exato momento. 6 anos atrás, o mundo acabou. Esta é a história do que acontece a seguir.

Freak Angels

Imagine Akira. Agora, imagine um Akira se passando na Inglaterra e saindo da cabeça de um dos melhores escritores da atualidade. É o que parece até agora. Já mencionamos que é de graça? Você pode encontrar essa maravilha clicando aqui. Não faça como o espinafrando que ficou enrolando durante tanto tempo pra começar a ler essa preciosidade pós-apocalíptica: comece Freak Angels assim que acabar este post. It’s Warren Ellis, for God’s sake!

Filmes

Old Boy

Nossa! Há quanto tempo assistimos Old Boy pela última vez? A resposta: o suficiente para esquecer partes importantes da história (como o porquê do nome do filme, por exemplo). Lembrávamos que o filme era bom, mas rever Old Boy em alta definição avivou a memória e nos fez perceber novamente como esse filme do Park Chan-Wook é brilhante. Forma e conteúdo mais-que-perfeitos pra contar a história definitiva de vingança (A Pele Que Habito deve muito à Old Boy).

Old Boy

Poderíamos escrever umas três dicas ducas sobre os méritos visuais, o roteiro escabroso, as doses suficientes de humor negro, o elenco afiado, a trilha contundente e etc. Mas como o tempo anda escasso, é hora de se ater ao destaque. E o destaque é a atuação crível do incrível Choi Min-Sik na pele do improvável Oh Dae-Su, uma espécie de Ricardo Darín coreano: sua atuação é tão maravilhosa que parece que sofre transformações físicas extremas, embora sejam apenas mudanças no corte de cabelo, um pouco de maquiagem e muita expressão facial. Filme com F maiúsculo, que deve ser revisto pelo menos uma vez por ano: entra fácil no top 10 de melhores filmes já vistos de todos os tempos. E boa sorte para o remake americano. Vão precisar comer muito polvo vivo pra chegar aos pés dessa obra-prima coreana.

Karatê Kid (2010)

Pra contrabalançar Old Boy, este bateu o recorde de rejeição: bastaram 2 minutos para chegar à conclusão de que é tenebroso. Ainda fizemos um esforço tremendo e aguentamos meia hora inteira antes de desistir. Tudo soa tão falso (a começar pelas tomadas de câmera e pela trilha) e falta tanto carisma ao filho de Will Smith (chega a dar a impressão que os outros atores estão constrangidos de participar dessa joça), que torcemos para que tomasse uma surra do chinesinho invocado. Deve ser o primeiro caso na história do cinema, quiçá da humanidade, em que torcemos a favor do bullying. Muito mais do que a troca do karatê pelo kung fu, é essa falta de empatia que foge do espírito do original de 1984. Perto de Dre, Daniel Larusso é o maior dos mártires (mesmo com todo o choro, especialmente intensificado pela dublagem brasileira do Daniel-San). E perto da produção de Will Smith, o Karatê Kid com o Sr. Myiagi é uma obra-prima do quilate de um O Encouraçado Potenkim.

Karatê Kid

Animação

Curtas da Pixar

Outra descoberta tardia. Não os curta-metragens, mas a Pixar em si. Sabemos o quão incensados são os filmes do estúdio de John Lasseter (sim, ele é a grande cabeça por trás do sucesso da Pixar. Steve Jobs foi o grande bolso), mas há até pouco tempo, só havíamos visto 3 longas:

  • Os Incríveis, o melhor filme do Quarteto Fantástico jamais feito, com direção do ótimo Brad Bird (que logo mais estreia em live action com o 4º Missão Impossível –mal podemos esperar!);
  • Monstros S.A., divertido;
  • E Procurando Nemo, que faz correr rios de lágrimas.

Adoramos todos os 3, não entendam mal, mas nunca pegamos a febre. Um erro que começa a ser corrigido graças ao espinafrinho, o filho do espinafrando. Depois de literalmente centenas de horas assistindo Galinha Pintadinha e congêneres num loop zumbificante, decidimos tomar uma atitude e começar a introduzir algo com mais substância à dieta fílmica do espinafrinho (e, de quebra, tirar o atraso). Começamos comprando esse DVD com os Curtas e o Blu-ray de Up – Altas Aventuras. O segundo é totalmente espetacular e nos fez entender o que estávamos perdendo, mas essa história fica pra uma outra ocasião. Vamos falar do primeiro.

Pixar Short Films Collection

Pixar Short Films Collection Volume 1 traz 13 curtas, de 1984 (o primeiro trabalho de Lasseter em animação computadorizada, quando o embrião da Pixar não passava de uma divisão da Lucasfilm) a 2006. Um verdadeiro DVD arqueológico, onde é possível ver a evolução tecnológica e a ousadia do estúdio. Principalmente se você colocar as coisas em perspectiva: o primeiro curta, feito numa época em que computador pessoal de última geração era o IBM PC AT 286 (20 megas de HD!!!), possui a mesma qualidade do infame Os Carrinhos –produção brasileira de 2006, cópia mal feita de Carros da própria Pixar, e que você encontra aos montes nas prateleiras de promoção de qualquer hipermercado ou Lojas Americanas. São 22 anos entre um e outro. Acho que dá pra chamar Lasseter de visionário.



Além da evolução, também é possível conhecer o curta com a luminária que acabou virando parte da logomarca do estúdio e várias historietas bacanas (destaques: Tin Toy, Geri’s Game, For The Birds, One Man Band). A trilha de comentários é ótima, bem como o minidocumentário que conta a história por trás das histórias. Mas mais do que tudo isso, é possível ver pequenas cenas sublimes, um vislumbre da sensibilidade que virou característica marcante da Pixar.

Futebol

brasileirão

Continuamos achando que o campeonato teve um nível fraquíssimo, talvez o pior dos últimos anos. Mas é inegável que as últimas rodadas têm tido emoção além da conta: gol de cofrinho do Adriano para garantir uma virada do Corinthians; os 8 gols do Fred em 3 jogos, dando alento pro Fluminense buscar o título; o gol de Bernardo do Vasco aos 45 minutos do segundo tempo decretando a virada do Gigante da Colina (alô, @FernandoFSPaiva!), a morte do sonho do Flu e o adiamento da decisão do título para a última rodada; o Flamengo redivivo na luta pela Libertadores; o quase rebaixamento do Cruzeiro e o respiro (suspiro) de alívio do Galo; a improvável vaga pro torneio continental nascer do nada para o Coritiba; o sonho do São Paulo com a Liberta ao vencer o papão América mineiro na casa deles pra depois sucumbir diante do Palmeiras; e o Palmeiras, que se não teve pretensões de voos altos, virou protagonista na última rodada, podendo decidir o título para RJ ou SP. Parafraseando Galvão, o Bueno: haja rivotril, amigo!

Adriano: poupança no cofrinho

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