espinafrando a estreia: Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras

Vamos dar as boas vindas ao @brunofj, nosso enviado especial para conferir antes de quase todo mundo o que Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras tem a oferecer. O filme estreia nos cinemas nessa sexta-feira 13. E @brunofj traz uma novidade nessa análise: a visão de um leigo, já que não assistiu à primeira aventura do detetive mais famoso do mundo em sua versão Robert Downey Jr./Guy Ritchie.

Sem mais delongas, que rufem os tambores, etc., etc.

investigando porque Sherlock é a nova franquia do cinema

O segundo filme da série Sherlock Holmes inevitavelmente nos faz pensar que uma nova franquia está surgindo.

Mesmo tendo em 007 o seu paralelo mais óbvio, é na cinessérie Piratas do Caribe que o diretor Guy Ritchie parece se inspirar. Todos os elementos estão lá:

  • Protagonista carismático e cheio de trejeitos (Robert Downey Jr., o americano na pele de Sherlock, troca a esperada fleuma britânica por um misto de genialidade e loucura), incluindo aí sua solteirice convicta ✔
  • Soluções mirabolantes ✔
  • Mistura de humor e ação ✔
  • Não-continuidade dos roteiros entre os filmes. São obras em que, ao contrário de um Crepúsculo ou Harry Potter da vida, você não precisa saber nada antes de assistir a um “episódio” para entender o que se passa ✔

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras

Nesse segundo longa, Holmes tem que enfrentar o Professor James Moriarty (Jared Harris). O antagonista clássico do detetive, o Coringa do Sherlock. Como todo bom nêmesis, as capacidades de raciocínio lógico do Professor se equivalem às do herói, mas sua falta de escrúpulos lhe dá um passo de vantagem. É um dos pontos altos do filme.

Sherlock X Moriarty

 

Os grandes destaques ficam para a direção afiada de Ritchie, que traz elementos que nos remetem a seus ótimos cartões de visitas – Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch – Porcos e Diamantes (2000): um modo peculiar de filmar confrontos e cenas de ação. Isso, aliado a recursos modernosos de câmera, ângulos inusitados e computação gráfica, faz um bom contraponto entre o antigo (o filme se passa em 1890) e o moderno. Outro ponto forte fica pela caracterização de época, com carros e armas muito bem ambientados.

 

Além do “Sherlock Sparrow” vivido pelo Downey Jr., outro que parece talhado para seu papel é Jude Law: o bom e não tão velho Dr. Watson, parceiro de Holmes. Em toda sua carreira, Law tem seus melhores momentos em papéis coadjuvantes, já que lhe falta carisma para o protagonismo. Aliás, “parceiro” de Holmes é até um eufemismo, já que a cumplicidade dos dois ora beira a sublime amizade, ora parece camuflar uma paixão homoafetiva. E é caminhando nessa corda bamba que a dupla se relaciona.

Holmes & Watson

Todavia, nem tudo são flores. Para ser considerado realmente divertido,  O Jogo de Sombras precisa de ritmo. Depois de um começo modorrento onde parece que as cenas não acabarão nunca, há um intermédio de ação em velocidade acelerada, para logo voltarmos aos diálogos arrastados e por vezes desnecessários. E o pior é descobrir que não existe justificativa para essa quebra de ritmo: não há nada que vá causar uma grande reviravolta ou que seja uma explicação essencial para entender a trama. Até porque não há grandes surpresas no enredo.

A um desconhecedor da série, fica sempre a expectativa pelo famoso bordão “Elementar, meu caro Watson”, mas ela não se confirma. Normal, já que a frase nunca foi dita pelo personagem nos livros de Sir Arthur Conan Doyle. No geral, nota 6,5.

One comment

  1. Pra um leigo se saiu muito bem! Sabia que ele usaria a palavra “mirabolante” kk boa Sr. Fucci continue contribuindo com suas analises! Vou assistir

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