Mudinhas de Espinafre [18.05.12]

O Mudinhas de Espinafre trata de assuntos pop (quem diria?) que marcaram o dia-a-dia do @espinafrando, no formato de pílulas. Ou seja, textos curtos e sem profundidade. Vamos a elas!

filmes

Ataque ao Prédio

Cover Art

Ataque Ao Prédio (Legendado)

Joe Cornish

Ação e aventura

Lançamento: 2011

Filme B de baixo orçamento, sensação dos festivais nerds do ano passado, produzido por Edgar Wright (Shawn of The Dead, Scott Pilgrim), com roteiro e direção de Joe Cornish (seu trabalho anterior de maior destaque foi o roteiro d’As Aventuras de Tintim) e participação especial do sempre ótimo Nick Frost (Shawn of The Dead, Hot Fuzz).

Seria o típico filme de resistência contra invasão alienígena, não fossem dois detalhes:

  1. a invasão é localizada no Sul de Londres —região um pouco mais barra pesada da capital;
  2. a resistência é um bando de pivetes na faixa dos 12-16 anos, cujo principal passatempo é usar capuzes e assaltar vítimas indefesas que circulam desavisadamente pelo bairro.

É uma daquelas pérolas britânicas divertidíssimas que passam longe dos cinemas nacionais e aportam direto no mercado de home video. Está cheio de boas sacadas, como o bando de anti-heróis antipáticos que são discriminados e lutam contra tudo e todos, as criaturas que mais parecem macacos espaciais negros como alcatrão e com uma solução visual literalmente brilhante (e com quase nenhum CGI), a alegoria sobre preconceito, a violência estilizada que assusta sem chocar, o ritmo impecável, a justificativa incomum para o ataque, o final redentor, e, claro, as tiradas que mesclam cultura pop com o típico humor inglês.

Ataque ao Prédio

Ah, o elenco formado quase que inteiramente por jovens desconhecidos é duca, nível Cidade de Deus.

A lamentar:

  • a tradução do título original (Attack The Block), apesar de bastante “descritiva visualmente”, perde o charme da gíria e do contexto —cairia bem melhor um “Ataque ao Gueto”;
  • o fato de tão poucos filmes da terra da rainha estarem disponíveis e, principalmente, divulgados aqui no Brasil. O cinema brit é ótimo, uma espécie de Hollywood independente que via de regra embute alguma inovação, seja visual, seja no tom.

Educação

Cover Art

Educação (Legendado)

Lone Scherfig

Drama

Lançamento: 2009

Finalmente assisti à estreia de Nick Hornby como roteirista de material de terceiros, no caso, as memórias da jornalista Lynn Barber. Seu único roteiro anterior foi o da versão original para as telonas de seu primeiro livro, Febre de Bola (Fever Pitch) —coincidentemente (ou não, vai saber) também uma coleção de memórias autobiográficas.

Educação é um drama romântico ok. Um filme de atores, acima de tudo. Quase um teleteatro. Em certo nível, lembra um pouco os filmes da Sofia Coppola com suas meninas cativantes, embora falte algo à mistura, aquela propriedade química que o torne único. Charme, talvez?

De toda forma, Carey Mulligan mereceu seu 1º papel de destaque. O Dr. Octopus Alfred Molina passa um tantinho do ponto como pai avarento. Peter Sarsgaard (um dos vilões de Lanterna Verde) arrebenta como o galã-mais-velho-encantador-que-esconde-um-segredo. E Dominic Cooper fez um excelente laboratório para viver o playboy f.d.p. de bom coração Howard Stark em Capitão América, na pele de Danny.

Educação

Ah, faltou o enredo: como sugere o título, é uma história sobre amadurecimento. Na escola da vida. Clichê verdadeiro.

animação

Thundercats

A nova versão do desenho clássico dos anos 80/90 estreou no Cartoon Network.

  • Ponto forte: desenvolve a história em ritmo de mitologia, ressaltando a jornada do herói.
  • Ponto fraco: conceito demais, aventura de menos.
Thundercats

séries

Once Upon a Time

Foi acusada de ser plágio de Fábulas, no que o autor da obra-prima em quadrinhos Bill Willingham apressou-se em desmentir, defendendo os produtores em uma carta aberta.

O plot realmente é parecido: personagens das histórias infantis clássicas (tipo Branca de Neve e Rumplestiltiskin) são forçados a mudar para o mundo real por um poder superior e vivem numa comunidade que luta para passar desapercebida perante nós, os humanos.

Para o bem e para o mal, as semelhanças terminam aí. Digamos que, talvez, o que tenha motivado Willingham a dissociar Once Upon a Time de Fábulas é que a 1ª é ruim pra dedéu e certamente queimaria o filme da segunda, injustamente.

Preamar

Nova produção brasileira original da HBO, sobre um tubarão do mercado financeiro que se vê desempregado e sem chance no mercado de uma hora pra outra, e enxerga um esquema escuso nas areias fluminenses para voltar a faturar e manter o padrão de vida da família abastada.

Assisti o piloto e perdi o 2º episódio. É bem feita, no padrão do canal, mas está a léguas de Mandrake. E nem tem o carisma de Mulher de Fases. Ainda assim, é uma boa opção nas noites de domingo, esquentando para o início de Game of Thrones. Tentarei pegar a reprise do que perdi e aguardar mais uns episódios para dar o veredicto.

hq

Os Mortos Vivos, vol. 7

Esse é um que comprei há meses e que acabou caindo na minha pilha cada vez maior de leitura atrasada por pura falta de tempo.

Os Mortos-Vivos

O título deste arco, Momentos de Calmaria, é absolutamente relativo. Calmaria, porque se passa após os traumáticos eventos cujo foco principal foi o Governador (impressões disso aqui). Mas quem acompanha The Walking Dead já sabe que as coisas nunca estão realmente calmas para a turma de Ricky Grimes. Os raros momentos de leveza (na medida do possível para um mundo infestado de zumbis) sempre são suplantadas por tragédia(s) iminente(s). E por mais que as tragédias venham, foram realmente momentos de calmaria quando comparadas à tempestade que a impactante última página prenuncia.

De arrepiar!

 

2 comments

  1. Boa mudinha kk o que mais gostei e já estou no 19º capitulo é o Thundercats, muito bom, essa falta de aventura é só nos 3 primeiros capítulos, gostei demais pela primeira vez em som original e legendado é muito legal ouvir ” Thunder, Thunder, Thundercats ohhhhhhhhhhh!!!” show. agora me diz ai, onde tu esta comprando as HQs de Os Mortos Vivos, é na livraria cultura? abraços ha ja assistiu “THE MIDDLE”? fui

    • HQ publicada no Brasil eu costumo comprar na Comix, apesar do cara do marketing de lá ser um babaca. Já assisti uns episódios de The Middle,é bem divertido.

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