espinafrando a estreia: Homens de Preto 3

Senhoras e senhores, temos uma nova colaboração do inigualável @arijon para o http://espinafrando.com. Dessa vez, o intrépido repórter de ocasião foi enviado em missão especial para cobrir o retorno dos agentes J e K aos cinemas, espinafrando a estreia de Homens de Preto 3 (entra em circuito a partir dessa sexta, 25/05).

Ah! Antes de passar a palavra ao @arijon, fica a dica pra quem mora em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Vila Velha, Maceió ou Fortaleza:

Homem-Aranha

A partir desta sexta-feira, 13 complexos da rede Kinoplex no Brasil apresentarão um material com 6 minutos e 39 segundos de cenas inéditas de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (The Amazing Spider-Man) antes de todas as sessões de HOMENS DE PRETO 3 (Men in Black 3). O material será exibido apenas por duas semanas nos seguintes complexos:

  • Rio de Janeiro – Baymarket; Kinoplex Grande Rio; Iguatemi; Kinoplex Fashion Mall; Kinoplex Leblon de Rua.
  • São Paulo – Kinoplex Itaim; Kinoplex Dom Pedro; Kinoplex Osasco.
  • Goiânia – Kinoplex Goiânia.
  • Brasília – Kinoplex Parkshopping.
  • Vila Velha – Kinoplex Praia da Costa.
  • Maceió – Kinoplex Maceió.
  • Fortaleza – Northshopping.

HOMENS DE PRETO 3 estreia amanhã (25 de maio) em todo o Brasil. O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA estreia no Brasil em 06 de julho.

Fim da transmissão. @espinafrando left the building.

—x—

A cinessérie Homens de Preto (ou MiB, para deixar mais fácil) tem uma dinâmica um tanto curiosa. Apesar de ser considerada um sucesso, houve grandes intervalos de tempo entre seus episódios: o primeiro é de 1997, o segundo é de 2002 e o terceiro, de 2012. Ou seja, fazem 10 anos desde a última aparição de Will Smith e Tommy Lee Jones em ternos pretos. Na lógica mercantilista de Hollywood, isso é tempo demais.

Muitas vezes, os envolvidos falam que estavam esperando o “roteiro certo” para dar continuidade e todo esse blábláblá. Mas dessa vez, dou o braço a torcer. Por quê? Simplesmente por Homens de Preto 3 ser o melhor da trilogia.

Os efeitos de Homens de Preto 3

Apesar da fórmula “dupla-de-policiais-que-são-extremamente-diferentes-um-do-outro” funcionar muito bem nos primeiros dois filmes, MiB sempre pecou por não dar a devida atenção a seus personagens. Acabava que se seguia a lógica dos blockbusters: efeitos especiais geniais e maquiagens bisonhas para todo e qualquer alienígena que aparecia na Terra (cortesia do gênio Rick Baker), uma boa dose de humor, ótimas cenas de ação e química entre seus protagonistas. Estava tudo lá. Mas sempre parecia que faltava… algo. E MiB 3 deixa isso claro, pois corrige o problema: o foco agora está totalmente no desenvolvimento e na relação entre seus personagens.

Rick Baker - MiB 3

Agora, os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) estão atrás do bizarríssimo Boris, O Animal (interpretado pelo igualmente bizarro Jemaine Clement, da ótima série da HBO Flight of the Conchords), um alienígena que fugiu de uma prisão lunar e busca vingança contra K, que destruiu um de seus braços e o prendeu 40 anos atrás. Quando J pergunta para K sobre o que aconteceu naquela época, não recebe nenhuma resposta. Algo muito sério aconteceu e K não quer falar a respeito. E talvez esse mistério também explique o porquê de K ser um homem tão carrancudo e difícil de lidar nos dias de hoje.

Acontece que Boris consegue seu intento à la Terminator: ele volta no tempo, 40 anos no passado, e mata K naquele fatídico duelo. E por maluquices muito bem explicadas no roteiro, J é o único que percebe a ausência de K nos dias atuais.

J, K, O & Boris

Com a ajuda da nova chefe do MiB, agente O (Emma Thompson divertindo-se em cena, mas um tanto subaproveitada), J também volta no tempo para salvar K e impedir que Boris, nos dias atuais, consiga dominar e destruir a Terra junto com seu povo antes-(mas-não-mais)-extinto, os blogoditas. Parece confuso? Fique tranquilo, pois não é, não.

E um dos grandes achados do filme é justamente o agente K dos anos 60, interpretado por Josh Brolin —ele encarna tanto o personagem como Tommy Lee Jones à perfeição. Em suma, Brolin É Lee Jones. E não é uma simples questão de imitar: ele incorpora todos os trejeitos, tom de voz e sotaque de seu colega, como se o próprio Tommy Lee Jones tivesse passado por uma maquiagem severa para rejuvenescer 40 anos (e, dada a quantidade de rugas no seu rosto, isso é uma tarefa quase impossível). O próprio diretor, Barry Sonnenfeld, ficou espantado com a performance: “Nós rodamos as cenas de modo sequencial —tivemos o Tommy interpretando o K no primeiro ato, depois veio o Josh interpretando o K no segundo ato e em quase todo o terceiro ato e então, na última semana de filmagem, trouxemos o Tommy de volta”, conta Sonnenfeld. “O que me impressionou foi que eu pensava que estava dirigindo um único ator. Os desempenhos foram tão consistentes que foi difícil para mim distinguir até onde chegava o Tommy Lee Jones e onde começava o Josh Brolin. Para mim, não era o Tommy interpretando o K nem o Josh interpretando o K. Era simplesmente o K”.

Will Smith, Tommy Lee Jones e Josh Brolin

Aliás, é curioso notar que esta é a segunda não-colaboração entre Brolin e Lee Jones, pois eles não contracenam juntos. A outra vez foi no espetacular e memorável Onde os Fracos Não Têm Vez, dos irmãos Coen. E falando em Coen, não confunda um dos roteiristas do filme, Etan Cohen, com um dos irmãoes Coen (no caso, Ethan Coen). É uma mera questão de H.

O inevitável choque cultural com J chegando aos anos 60 funciona muito bem, com gags sobre preconceito racial e tecnologia antiquada. Seria fácil se perder num emaranhado de piadinhas desse estranhamento, mas os roteiristas usam somente o necessário, para que se possa dar sequência à narrativa. A explicação do jeito de ser de Andy Warhol é hilária, assim como a melhor piada do filme, que envolve o presidente norte-americano Barack Obama.

Mas o que realmente funciona nesse terceiro episódio é justamente a relação entre os dois personagens, e porque eles são como são. Tudo plenamente justificado. E com alta carga dramática, diga-se de passagem. Tanto é que o clímax do filme acaba sendo o ápice emocional da história, ao invés da tradicional batalha final. Uma aposta arriscada, mas que dá muito mais credibilidade e substância ao longa e justifica a trilogia como um todo.

Em relação ao 3D, o filme foi convertido na pós-produção para o novo formato. O resultado é ok, dando profundidade em várias cenas. Mas não é fundamental assisti-lo em 3D, não se preocupem com isso.

Esse é mais um ponto positivo na carreira do diretor Barry Sonnenfeld, que dirigiu os outros dois MiB, além dos dois A Família Addams e O Nome do Jogo. Sonnenfeld tem uma assinatura visual forte, lembrando bastante o estilo de Tim Burton. Talvez a grande diferença seja que ele tem mais desenvoltura na comédia do que o “melhor amigo do Johnny Depp“. Para evitar polêmicas, afirmo que Burton tem a incrível capacidade de criar novos e fantásticos mundos na telona. Tá bom assim? Então tá, então.

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