espinafrando a estreia (1/2): Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

THE DARK KNIGHT RISES

-César Brasil, enviado especial, para o espinafrando.com

 

Quem é vivo sempre ressurge! O impossível aconteceu: encerra-se nas telonas uma trilogia perfeita, sem por nem tirar. Uma sequência de obras cinematográficas tão absolutamente em harmonia e lógica, que parece elevar infinitamente a barra para todo e qualquer próximo autor/diretor que se atrever a tocar na história do Cavaleiro das Trevas.

Batman
…eu voltei, voltei para ficar!

The Dark Knight Rises se diferencia de suas duas partes descendentes de diversas formas. Tudo na trama cheira a conclusão, a irreversibilidade, a um point of no return. De um modo ou de outro, fica claro desde o princípio que este é o fim, seja lá como for.

The Dark Knight Rises
É… o barato é lôco, mano!

Eu queria muito poder berrar interjeições obscenas sobre AQUELA cena, AQUELA revelação ou AQUELA surpresa – e não são poucas. Queria poder falar sobre a aparição DAQUELE ator que ninguém esperava ver, DAQUELA virada que só os fãs mais assíduos do Homem-Morcego poderiam prever. A ética não me permite. E mesmo que permitisse, eu seria um bastardo maldito se deliberadamente estragasse uma das melhores experiências que você vai ter no cinema no decorrer da sua vida. Se filmes perfeitos são raros, trilogias perfeitas parecem impossíveis – aproveite, estas costumam aparecer uma vez a cada século.

Mas atenção: não entre na sala esperando que cada minuto deste filme te leve aos céus. Apesar de ser maior em todos os sentidos do que a sensacional segunda parte da trilogia (The Dark Knight), The Dark Knight Rises é muito mais seco e calculista. Exemplo disso é que muitas das partes mais relevantes do filme nem mesmo possuem nosso Homem-Morcego em cena. Com o elenco espetacular dando um baile de interpretação, garanto que isso não dói nem um pouco.

Anne Hathaway, Morgan Freeman, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Gary Oldman, Michael Caine, Christian Bale
Todo mundo com seu par, e a Mulher-Gato dando sopa… tsc, tsc

Para quem quiser correr e rever a história antes de assistir ao grand finale, recomendo o começo de tudo, em Batman Begins. As relações entre a terceira e primeira partes são muito mais fortes do que entre a terceira e a segunda, talvez pela triste ausência de Heath Ledger entre nós.

E como tudo termina? Só digo uma coisa: não é como você imagina, tenha certeza disso.

Bane
Tã-tã-tãããããn! (música de final abrupto com suspense em Si bemol)

 

3 comments

  1. Vi o filme ontem, realmente fraco. Primeiro de tudo excesso de personagens fez com q o filme ficasse lento demais, demorado e chato. Ao meu ver não precisava da mulher gato e nem do Comissário Foley na trama, totalmente dispensáveis.A ação do filme ficou por conta da trilha sonora, nota 10. Pontos positivos para Joseph Gordon-Levitt trabalho sólido!! Tom Hardy muito bem também mas acho q uma voz mais grave deixaria o Bane mais amedrontador. Acho que Marion Cotillard foi mal utilizada no filme justamente por causa da Hathaway que tem um papel mais em destaque no filme, achei errado. Resumindo, Batman The Dark Knight Rises é como um gol de canela, feio mas é um gol…

    • Opinião registrada! Mas tenho alguns apartes:
      1) Não considero Selina Kyle dispensável, afinal, é seu personagem quem acende a fagulha em Wayne, que o instiga a voltar à vida, por assim dizer, antes da ameaça aportar em Gotham.
      2) A voz de Bane. Acho que é justamente a inflexão algo irônica, ora monótona, ora explosiva, misturado à fleuma do sotaque britânico que acaba fazendo com que sua voz seja assustadora. Dá a impressão de que ele está tão no controle e tão acima de tudo e todos que não liga para a ralé, traz desprezo em sua entonação. Não é preciso carregar nas ameaças ou no tom de voz para conseguir o que quer. É o objeto irremovível. Pense no Don Corleone: o que assustava nele era justamente o controle, não sua voz. “I’ll make him an offer he cant’t refuse.”

    • Marcelo, obrigado pelo comentário!
      Concordo com você sobre a quantidade de personagens, o roteiro segue diversas linhas realmente, mas acredito que o Nolan conseguiu dar o destaque merecido para cada uma e juntar tudo de maneira eloquente e satisfatória ao fim de tudo, praticamente como PT Anderson fez em Magnólia, apesar de ser um filme com uma ‘pegada’ completamente diferente.
      Quanto à voz de Tom Hardy, concordo com nosso amigo Espinafrando. A ironia que ele passa com a dança entre agudos e graves, como um aprendiz de Christopher Walken, me agradou muito, e o sotaque a la Liam Neeson também ornou muito bem, ao meu ver.

      Agradeço seu comentário mais uma vez, suas notas sobre a trilha e os atores foram muito bons. E volte sempre!🙂

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