Mudinhas de Espinafre [19.10.12]

Mudinhas de Espinafre são pílulas pop, comentários (nem sempre) curtos e sem profundidade sobre coisas bacanas que você deveria ver, ouvir, ler. Ou não.

Filmes

Cowboys & Aliens

Premissa interessante, grande elenco (Harrison Ford, Daniel Craig, Clancy Brown, Sam Rockwell, Paul Dano), dirigido por Jon Favreau após o sucesso dos Homens de Ferro, com roteiro da dupla Roberto Orci e Alex Kurtzman (do excelente Star Trek de J. J. Abrams e do divertido Transformers, o primeiro) + Damon Lindelof (o senhor Lost).

Tinha tudo pra dar certo. E deu, na primeira meia hora. Climão de western revisionista. Pistoleiro misterioso com um mistério atado ao pulso. Ford fazendo um raro papel de vilão. E uma invasão alienígena em pleno Velho Oeste.

Se fosse um curta-metragem e parasse por aí, seria ótimo!

O problema é que Cowboys & Aliens continua. E continua. E se transforma numa baboseira excruciante e sem nexo que dura mais 1 hora e meia. Assistir até o final foi um ato quase tão masoquista quanto assistir a Jogos Vorazes.

Algo deve ter dado muito errado em algum momento da produção e acho que alguém deu a ideia de fechar os olhos, fingir que nada aconteceu e tocar o barco na esperança de que ninguém notasse.

Se você ainda fizer questão de assistir, ao menos não gaste dinheiro. Espere por uma reprise na TV a cabo. Ou melhor ainda: espere passar na Tela Quente.

Gigantes de Aço

O exato oposto de Cowboys & Aliens. O chamariz aqui é a luta livre de robôs, com o subtexto do ex-lutador de boxe e pai ausente que fracassou na vida devido à arrogância e à inconsequência, e que agora tem que lidar com o filho que abandonou.

Você já viu esse filme. Inclusive na Sessão da Tarde. É Falcão, o Campeão dos Campeões. Aquela pataquada edificante para Sylvester Stallone mostrar o muque em lutas de queda de braço e posar de homem sensível por baixo da montanha de músculos. Os brutos também amam.

Falcão, o Campeão dos Campeões
Depois de campeonato de queda de braço, não falta mais nada pra virar filme.

O começo de Gigantes de Aço é arrastado e parece que será apenas um grande outdoor para exibir a imagem de Hugh Jackman, o Wolverine. Com uma pitada da bela Evangeline Lilly (a Kate de Lost).

Só que, assim como no filme do Stallone caminhoneiro, você se pega torcendo para que tudo se acerte no decorrer da história.

O roteiro é um truque baixo, que funciona muito bem. E o final não poderia ser melhor.

Kung Fu Panda 2

Depois que as animações computadorizadas substituíram de vez os longas animados tradicionais, a Pixar assumiu o trono da excelência em contar histórias com a derrocada da Disney.

A DreamWorks de Spielberg, Katzemberger e Geffen é a única que tenta ameaçar essa hegemonia. Tecnicamente, seus filmes ficam a dever muito pouco em relação ao estúdio de Lasseter e cia. As histórias, no entanto, frequentemente tem resultados de gosto duvidoso, com a exceção do primeiro Shrek, do primeiro Madagascar e do primeiro Kung Fu Panda.

Essa continuação do Panda artista marcial não só se junta a esse clube restrito, como também supera seu antecessor.

Comédia, ação e filosofia for dummies em equilíbrio perfeito. Animação linda, com destaque para a paleta de cores e para os trechos que emulam o estilo oriental. Direção segura. E o feito de agradar adultos e crianças na mesma medida.

Provavelmente, é o melhor papel de Jack Black desde o Barry de Alta Fidelidade.

Recomendadíssimo.

Música

Los Sebosos Postizos

Projeto paralelo da Nação Zumbi, tocando covers de Jorge Ben.

Quando ouvi esse clipe pela primeira vez, fiquei encantado. Ben (ou Benjor) e Chico Science & Nação Zumbi são dos poucos artistas musicais brasileiros que realmente gosto. E essa mistura dos dois me pareceu fenomenal, pois ao mesmo tempo em que mantinha as identidades musicais de ambos, também parecia algo novo.

Quando Los Sebosos Postizos chegou à iTunes Store, pensei que seria compra certa.

Los Sebosos Postizos US$ 9,99

 

Desde então, já escutei a degustação uma meia dúzia de vezes, tentando encontrar o que me encantou na primeira audição e me convencer a dar o clique fatal. Ainda não encontrei.

Duas coisas me incomodaram deveras: a produção (falta “peso”, a mixagem é fraca) e os vocais (Jorge du Peixe e sua lamentação não me convencem nem na Nação Zumbi pós-Chico Science).

Na dúvida, melhor ficar com o Jorge Ben original. E ainda dá pra aproveitar a promoção do Tábua de Esmeraldas, que deve se encerrar na segunda.

 

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