Mudinhas de Espinafre [06.12.12]

Mudinhas de Espinafre são pílulas pop, comentários (nem sempre) curtos e sem profundidade sobre coisas bacanas que você deveria ver, ouvir, ler. Ou não.

animação

Beavis & Butt-Head

E eis que me deparo com o retorno de Beavis & Butt-Head à MTV Brasil, numa zapeada ao acaso.

Mike Judge continua afiado. A história principal do episódio tratava de uma seita religiosa que confundia Beavis, na persona de Grande Cornholio, com o seu Messias. Clássico instantâneo.

I am the Great Cornholio

Nos intervalos, o tradicional comentário da dupla sobre a programação da MTV, que faz tempo não vive só de videoclipes (espere pela sabedoria infinita de B&B analisando programas como 16 and Pregnant). Em meio às gargalhadas, tive tempo de anotar essa sacada genial sobre o real significado do nome da banda indie Cage The Elephant:

Beavis: Cage the Elephant é o mesmo que Stroke Your Chicken.

Butt-Head: Beavis, você fala isso pra tudo. Mas nesse caso, é isso mesmo.

Beavis: Olha! Aquele acara acabou de enjaular o elefante.

Lindo, não? Pra bom entendedor, etc.

Só falta agora a matriz americana voltar a produzir The Maxx. Aí, meu revival dos anos 90 estará completo.

Beavis & Butt-Head
Serviço: Beavis & Butt-Head, todas as quintas, às 20:30 na MTV Brasil.

seriados

Mandrake

Falando em revival, há uns dois fins de semana tivemos o retorno de Mandrake à HBO,na forma de dois episódios especiais, com 1 hora e meia de duração cada.

Mandrake

A história gira em torno da decadência e ressurreição de Mandrake. Marcos Palmeira e o grande Miéle continuam perfeitos como a encarnação dos personagens criados por Rubem Fonseca. A única coisa ruim é saber que não há previsão de mais Mandrake. Pelo menos, não num futuro próximo. Pena.

hq

Morning Glories


MORNING GLORIES VOL. 1

Publisher:Image-Shadowline

Deve chegar em breve nas bancas e comic shops (ou já chegou) o primeiro volume de Morning Glories pela Panini, reunindo as primeras 6 edições dos quadrinhos da Image.

Há uns 6 meses atrás, a bela capa de Morning Glories chamou minha atenção enquanto fuçava no Comixology. Li a sinopse, que chamava de HQ sensação e comparava o conteúdo à Lost, e configurei um alerta no aplicativo, esperando por uma promoção. O saldão digital aconteceu há uns 2 meses e aproveitei pra comprar os 3 primeiros volumes, que ficaram hibernando na estante digital, devido ao acúmulo de coisas pra ler. Quando soube do lançamento iminente, larguei tudo e tirei a poeira dos bytes.

Morning Glories

Primeiro, a sinopse: Morning Glories é sobre um grupo de 6 estudantes de diferentes etnias e personalidades, todos com 16 anos, que tiram a sorte grande e são selecionados para ingressar na renomada e exclusivíssima escola preparatória que leva o nome do título.

Chegando lá, coisas estranhas começam a acontecer, uma grande conspiração se revela à dose de conta-gotas, cada resposta traz meia dúzia de novas perguntas, começa a se delinear um embate entre o sobrenatural e a ciência, o passado dos estudantes é revelado em flashbacks e, claro, em algum momento surge o tema da viagem no tempo. Soa familiar?

Em minha defesa, no minuto em que comecei a ler Morning Glories, tinha decidido não escrever uma linha fazendo referência sobre Lost. Mas logo descobri que era uma tarefa impossível, já que o roteirista Nick Spencer parece ser decididamente um fã do seriado. Deixando de lado as óbvias “coincidências” na estrutura da história, pipocam aqui e ali referências explícitas ao show, como a ponta de Hurley, a citação a Carlton Cuse (um dos showrunners, ao lado de Damon Lindelof), números recorrentes e até uma citação literal: “Bem, pelo menos consegui ver como Lost termina antes de me afogar”.

Morning Glories
As homenagens à Lost em Morning Glories

Mas vamos ao que interessa. Morning Glories: vale a pena? A julgar por esses 3 volumes (o equivalente a 1 ano e meio de histórias mensais), sinto em dizer que a resposta é não. Isso se você se importa em ter algo com um mínimo de qualidade e não está atrás de um mero passatempo.

Morning Glories tem 2 grandes problemas. O mais leve é que o desenhista Joe Eisma simplesmente tem uma questão não resolvida com a anatomia humana. É uma coisa que irrita, principalmente quando você olha as belas capas de Rodin Esquejo, mas que até daria pra relevar. Não fosse a fraca caracterização dos personagens principais, culpa do roteirista.

Morning Glories
Uma das belas capas de Rodin Esquejo

Tem uma frase de Friends que define bem a situação: numa das rejeições de Joey Tribbiani em um teste para um papel qualquer, a agência disse que ele “não era crível como ser humano”. Os garotos recém-egressos na escola Morning Glories enfrentam todas as esquisitices conspiratórias, incluindo ameaças de morte e situações além da imaginação, como se fossem X-Men com décadas de treinamento. Só pra reforçar, eles têm apenas 16 anos. Não há justificativa plausível para terem um lado emocional tão desenvolvido, a frieza de soldados das Forças Especiais. Falta, enfim, verossimilhança.

Reconheço que Nick Spencer tem algum mérito na estrutura do roteiro. Os ganchos ao final de cada edição realmente te deixam com um comichão para saber o que vem a seguir. Há uma ou outra boa sacada na trama, mas a minha boa vontade foi soterrada por um dos recursos mais preguiçosos que já vi numa narrativa: o uso indiscriminado de recapitulação para retomar a história sob outro ponto de vista, literalmente repetindo páginas idênticas de uma edição passada.

Ao invés de um novo Lost em quadrinhos, Morning Glories tem gosto de fan-fic, com toda carga negativa que o termo para designar histórias de ficção feitas por fãs carrega.

música

Grrr! Deluxe Edition – The Rolling Stones

Ganhei essa nova coletânea dos Stones como um presente de Natal adiantado.

São 3 discos, 50 músicas, repassando a carreira dessa instituição planetária chamada The Rolling Stones, entre 1962 e 2012.

Se você não tem um mísero disco da banda na sua coleção, vá fazer uma penitência e em seguida pode investir no álbum triplo sem medo. Todos os hits estão presentes, além de faixas representativas do rock'n'roll cheio de influências do blues que caracteriza o som de Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Brian Jones, Mick Taylor, Bill Wyman e Ron Wood.

The Rolling Stones - Grrr!
Clique na imagem para ir à iTunes Store

Se você já é fã de longa data, o negócio é comprar na iTunes Store somente as duas faixas inéditas, ambas por US$ 1,29 cada. Doom and Gloom é a melhor, uma ótima canção com uma letra recheada de cinismo e um clipe matador, com a Noomi Rapace. One More Shot é Rolling Stones típico e genérico, e portanto, no mínimo gostoso.

 

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