Mudinhas de Espinafre [19.12.12]

Mudinhas de Espinafre são pílulas pop, comentários (nem sempre) curtos e sem profundidade sobre coisas bacanas que você deveria ver, ouvir, ler. Ou não.

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Y – O Último Homem

Finalmente, o final de Y – O Último Homem foi publicado no Brasil, pela Panini. A obra-prima de Brian K. Vaughan foi uma das primeiras dicas ducas que escrevi no espinafrando.com.

10 volumes (compilando 60 edições) depois, a primeira sensação é… de alívio. Acho que a maior preocupação de todo mundo que acompanha uma história por tanto tempo é algo como “por favor, não vá f@#€r tudo no final“.

Vaughan não f@#€ com tudo no final. Na verdade, ele e Pia Guerra (nos desenhos) conseguem surpreender e encantar até a última página, nunca subestimando a inteligência do leitor. Chega a ser poético, melancólico e esperançoso ao mesmo tempo. E fecha um ciclo perfeito.

A recomendação de compra/leitura é MÁXIMA.

Liga Extraordinária – Século: 2009

Também chegou ao fim por aqui a 4ª aventura da Liga Extraordinária de Alan Moore, pelas mãos da Devir.

Além de perder o epíteto “Cavalheiros” entre Liga e Extraordinária, a saga Século também perdeu o meu apreço incondicional pelos escritos do mago inglês.

Acontece que a 2ª parte, Século: 1969, foi um ponto fora da curva. A fórmula de aventura e espionagem com personagens clássicos da literatura dá claro sinais de esgotamento. Nem a polêmica envolvendo Harry Potter como anticristo se sustenta.

O Alan Moore de 2012, que tanto reclama da falta de criatividade dos quadrinhos atuais (mesmo sem supostamente lê-los), está mais interessado em chocar os leitores do que em construir uma história interessante. A piada infame envolvendo a varinha mágica e um pênis gigante foi a gota d'água.

Uma decepção.

filmes

Quero Matar Meu Chefe

Finalmente assisti à deliciosa comédia de elenco estelar e afiado (Jason Bateman, Jason Sudeikis, Charlie Day, Jennifer Aniston, Colin Farrell, Kevin Spacey e Jamie Foxx).

Humor negro e sarcasmo destilados como num bom whisky. Não vou gastar tempo aqui. Basta dizer que tem meu aval e que a crítica do finado Filme da Semana dá conta do recado. Clica aí!

música

Sublime – Sublime

Não sei porquê, dia desses me peguei com saudades do Sublime, que foi trilha particular de vários verões cruzando a Rio-Santos num Gol bolinha.

Não ouço esse disco há uns 10 anos ou mais, desde que minha primeira coleção de CDs foi roubada.

A curiosidade me fez ir à iTunes Store, só pra ouvir os previews das faixas e sentir como o som envelheceu. Pra minha surpresa, descobri que o som da banda vai bem, obrigado. E que ainda lembrava grande parte das letras.

A boa mistura entre punk rock, ska, reggae, dub e pitadas de hip hop, com letras desbocadas, incisivas e altamente pessoais continua duca e passa ao largo do meloso hit Santeria —talvez a música menos representativa do trabalho da banda.

E, apesar da aura de curtição que o som do Sublime carrega, não dá pra isolar a melancolia quando se houve os bons vocais de Bradley Nowell, ao lembrar que o desgraçado morreu de overdose de heroína, aos 28 anos, recém-casado e recém-pai, dias antes do terceiro álbum da banda ser lançado por uma grande gravadora e alcançar enorme sucesso. Stay out of drugs, kids!

Infelizmente, a melhor versão desse álbum não está disponível pra compra na iTunes Store BR. Ao invés do preço, aparece o bizarro status ÁLBUM PARCIAL.

O jeito é curtir esse vídeo-fóssil aí de baixo: Sublime, ao vivo e cru, antes da fama.

 

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