Mudinhas de Espinafre [09.03.13]

Mudinhas de Espinafre são pílulas pop, comentários (nem sempre) curtos e sem profundidade sobre coisas bacanas que você deveria ver, ouvir, ler. Ou não.

música

The Next Day – David Bowie

É curioso esse retorno do Bowie. Além de todo o evento que o cerca (o hiato de 10 anos, o lançamento surpresa, o streaming no iTunes), sobre o qual a análise mais lúcida que vi por aí foi a do Warren Ellis —leia aqui, em inglês— tem ainda a questão da música, por incrível que pareça.

Começamos do começo, com o 1º clipe disponibilizado, Where Are We Now. A primeira audição traz um quê de decepção. Uma balada meio tristonha, meio caída. O bafafá midiático pareceu superestimado, apenas notícia pela notícia.

Aí veio na sequência outro clipe, de The Stars (Are Ou Tonight). Aí, sim, hein? Rock bacana, refrão legal, guitarras animadas e um coro de uh-hu-hu-hu qualquer nota. O pop perfeito.

Por fim, a audição do álbum completo foi liberada antes do lançamento pra compra. Já escutei meia dúzia de vezes. A cada vez, gosto mais e mais.

The Next Day é irregular, mas cresce com o tempo. Não farei um faixa-a-faixa devido à incapacidade de decorar os nomes, mas posso dizer que tirando uma música mais esquisita aqui e ali, a coisa toda se sustenta em composições com guitarras bonitas e voz madura. E, surpresa, até Where Are We Now ganha significado novo no contexto do disco, um descanso poético em meio à diversão. Resultado? Apesar de ter começado com dois pés atrás, decidido a espinafrar o camaleão do rock, já encomendei o álbum na pré-venda. Chega logo, 12/03!

”]The Next Day - David Bowie

filmes

Um Lugar Qualquer

O 4º longa de Sofia Coppola é o 2º a dar mostras de falta de fôlego da cineasta. O problema dela foi ter entregue 2 obras-primas de cara, com As Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros.

Um Lugar Qualquer ainda é carregado de seu DNA autoral: estão lá a protagonista feminina querida tipo garota-que-mora-ao-lado (dessa vez, a talentosa Elle Fanning, herdando o lugar que já pertenceu a Kirsten Dunst e Scarlett Johansson); a trilha sonora descolada; a cena bizarra (aqui, é a pole dance das gêmeas do Hugh Hefner); o sentimento de inadequação; o cotidiano surreal e imersivo.

Mas a trama do astro de Hollywood desvirtuado e pai-ausente-que-redescobre-a-paternidade não engrena. Não há envolvimento do cinespectador, que assiste passivo ao desenrolar de uma não-história. Falta conexão. E Stephen Dorff não é Bill Murray pra segurar a onda.

Em suma, Um Lugar Qualquer é bonitinho, mas ordinário.

”]Somewhere - Um Lugar Qualquer

 

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