espinafrando a estreia: O Cavaleiro Solitário

O Cavaleiro Solitário / The Lone Ranger

No mesmo 12 de julho em que estreia O Homem de Aço, também chega aos cinemas O Cavaleiro Solitário, nova empreitada do quarteto Disney + Jerry Bruckheimer + Gore Verbinski + Johnny Depp. A propósito, nada mais apropriado do que citá-los em forma de equação, já que o cinema que se propõem a fazer é puramente formulaico, mais para o mal do que para o bem.

The Lone Ranger, ou O Cavaleiro Solitário, é uma tentativa de replicar o sucesso da franquia Piratas do Caribe. Estão lá o projeto de herói fora-da-lei em formação, a dama em perigo, o vilão maléfico, o vilão disfarçado dentro do sistema, o vilão alívio-cômico-de-A-Praça-É-Nossa e o Johnny Depp em caracterização bizarra, fazendo papel-de-coadjuvante-que-na-verdade-é-o-papel-principal-pra-vender-brinquedos. Saem o mar e os piratas, entram o Velho Oeste e os caubóis.

O Cavaleiro Solitário / The Lone Ranger

É um pastiche de western? Sim, é claro. Mas isso não é o problema, já que o Cavaleiro Solitário e o Tonto originais também eram. Pros saudosistas (que devem ser poucos, já que o programa de rádio é de 1933, o seriado é de 1949 e o desenho animado é de 1980), pode haver algum desconforto na criação do herói —caracterizado como um pateta de bom coração, até incorporar de vez seu papel. Mas os principais elementos estão todos lá: o caubói mascarado, a trilha com a Abertura de William Tell e até o famoso “Hi-yo Silver“, embora não da maneira como você possa esperar.

O Cavaleiro Solitário / The Lone Ranger

O problema da equação de Bruckheimer é que a repetição é inversamente proporcional à força da piada. Quando chegamos à 4ª vez, o máximo que se consegue é esboçar um sorriso amarelo.

Mesmo como um exemplar de bangue-bangue da Disney, esse Lone Ranger ainda perde feio para Woody e a sequência do aeroporto em Toy Story 2.

Diria que dificilmente O Cavaleiro Solitário vale um (caro) ingresso de cinema. E que certamente o resultado não valeu o investimento de mais de US$215 milhões.

Não que o filme não seja uma matinê divertida e agradável, pois é. Mas, passados os créditos, é completamente esquecível. Mesmo o magnetismo de Depp tem seus limites (aliás, já passou da hora dele ser escalado para um papel mais “normal”, ou corre o risco de perder o apelo).

O Cavaleiro Solitário / The Lone Ranger
Tonto e John Reid relembrando momentos constrangedores

 

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