interlúdio: 2013 na música – o ano que não acabou

Outro dia, estava filosofando no Twitter sobre como 2013 parece ser um ano importante para a indústria fonográfica.

Em janeiro deste ano, saiu o relatório da Nielsen e Billboard apontando pela 1ª vez que a venda de músicas digitais ultrapassou a venda de discos físicos nos EUA. Por tabela, 2012 teve um crescimento total de 3,1% neste mercado em relação ao ano anterior. E 2013 tem tudo para quebrar estas marcas.

Já repararam na quantidade de lançamentos importantes (e bons!) que tivemos no ano? Muitos retornos de ostracismos auto-impostos, alguns verdadeiramente inesperados.

***

Objeto do desejo: um inventário com os melhores e/ou mais importantes lançamentos de 20 artistas em 2013.

O quê: basta clicar na capinha que o link te leva direto ao iTunes (ou a outro sítio em que seja possível comprar o disco digital, quando não estiver disponível na plataforma da Apple).

Os preços estão em dólar —para chegar no valor em reais, basta multiplicar pela cotação do dia e somar o IOF (ou então multiplique por 2 e ½ que dá pra ter uma noção).

FEVEREIRO

My Bloody Valentine

m b v – My Bloody Valentine (2013)

m b v é o nome do 3º álbum do My Bloody Valentine, o ícone do shoegaze capitaneado pelo gênio(so) Kevin Shields. Foram apenas 22 anos de espera entre o 2º disco (Loveless) e esse, que só pode ser adquirido através do site dos caras (digital, CD ou vinil).

Às vezes, m b v pode ser apenas barulho e repetição. Às vezes, pode ser sublime: camadas e camadas de guitarras, muita distorção, climas etéreos perfeitos para um filme de Sofia Coppola (não à toa, Kevin Shields foi um dos responsáveis pela trilha de Lost in Translation). Depende do gosto e do estado de espírito. Mas sem dúvida é histórico!

Johnny Marr

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The Messenger

Johnny Marr

Alternativo

Lançamento: 2013

Não é exatamente um retorno, pois é o 1º disco solo “solo” de Johnny Marr —ex-The The, ex-The Cribs, ex-Modest Mouse, ex-Electronic, ex-7 Worlds Collide e, principalmente, ex-The Smiths. Antes de The Messenger, também houve uma tentativa de banda própria com um disco filho único em 2003: Boomslang, sob a alcunha Johnny Marr and the Healers.

The Messenger não tem nada de inovador, não é produzido pelo DJ da moda, não aponta para o futuro, nem tenta repaginar o passado com um filtro cool de Instagram.

É puro britpop. Musicalmente, não fica nada a dever ao melhor dos Smiths, ainda que o vocal não seja uma maravilha e que as letras insubstituíveis do ex-parceiro Morrisey façam uma falta tremenda. O trabalho de guitarra mostra que Marr não perdeu o jeito e os arranjos estão espetaculares. Difícil apontar uma música de destaque ou preferida: as 12 canções são duca.

O conjunto de The Messenger é o disco menos pretensioso e o mais legal do ano.

Nick Cave & The Bad Seeds

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Push the Sky Away

Nick Cave & The Bad Seeds

Alternativo

Lançamento: 2013

Sucessor de Dig, Lazarus, Dig!!! (2003), Push the Sky Away foi o disco que Jamie Delano estava ouvindo na época de nossa entrevista.

Sons soturnos, clima intimista, sutil e low profile, mais a voz de barítono de Nick Cave, tão poderosa quanto a de um Johnny Cash, misturada com o lirismo de um Bob Dylan: a combinação perfeita para uma noite contemplativa e de reflexão. Bonito, maduro e melancólico na mesma medida, é uma guinada de 180° em relação ao trabalho anterior. We No Who U R e Higgs Boson Blues são maravilhosas! E o álbum do iTunes ainda vem acompanhado de um vídeo de 6 minutos com o making of.

MARÇO

David Bowie

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The Next Day

David Bowie

Rock

Lançamento: 2013

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The Next Day Extra

David Bowie

Rock

Lançamento: 2013

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The Next Day Extra EP

David Bowie

Rock

Lançamento: 2013

Do alto dos seus 66 anos, o homem-mutável encerrou um hiato de 1 década sem discos novos e mandou o excelente The Next Day em março (primeiras impressões aqui).

Não satisfeito, David Bowie relança o álbum em versão turbinada agora em novembro, com 5 músicas inéditas e 2 remixes.

O melhor é que quem já tinha comprado a versão Deluxe no começo do ano (que não está mais disponível pra compra na iTunes Store e que trazia 3 canções bônus —presentes no relançamento The Next Day Extra) pode adquirir apenas as novidades num EP, que vale a pena: embora os remixes sejam dispensáveis, as inéditas são rocks radiofônicos de primeira, com destaque para Atomica.

The Strokes

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Comedown Machine

The Strokes

Alternativo

Lançamento: 2013

Comedown Machine chega 2 anos após o mezzo-fiasco Angles.

Aproveitando o mesmo comentário sucinto que fiz em outro post: o último álbum dos Strokes é… estranho. É melhor que o antecessor, mas parece uma prequel da banda —é pura new wave oitentista.

As melhores canções são as aceleradas 50/50 e Partners In Crime. All The Time é o Strokes tradicional. O resto… bem, o resto pisa fundo no DeLorean de volta a 1985, e é bem bizarro, a ponto de agradar num dia e desagradar em outro. Ontem parecia criativo, em busca de novos caminhos. Hoje, parece com os últimos gemidos de uma banda moribunda. Amanhã? Vai saber.

Justin Timberlake

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The 20/20 Experience (Deluxe Version)

Justin Timberlake

Pop

Lançamento: 2013

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The 20/20 Experience – 2 of 2 (Deluxe Version)

Justin Timberlake

Pop

Lançamento: 2013

7 anos sem um disco novo de Justin Timberlake. Parecia bom demais pra ser verdade, mas o Michael Jackson wannabe retornou em março de 2013 com The 20/20 Experience. Pra piorar, reapareceu em setembro com The 20/20 Experience – 2 of 2. A esta altura, já deve estar claro que respeito muito mais a carreira de Justin no cinema do que na música, mas ainda assim os 2 discos cabem no inventário por terem vendas na casa do milhão de cópias.

ABRIL

Mudhoney

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Vanishing Point

Mudhoney

Alternativo

Lançamento: 2013

5 anos após The Lucky Ones, Mark Arm e o Mudhoney retornam com Vanishing Point. Já são 25 anos de carreira, 9 álbuns de estúdio, e Vanishing Point traz a mesma energia adolescente dos primórdios da banda. O que significa pouca técnica, muita crueza, muita zuêra e muita diversão, algo que lembra o começo dos New York Dolls.

Os destaques do disco são: Slipping Away, I Like It Small (auto-ironia pura), Chardonnay e I Don't Remember You.

Deep Purple

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Now What?! (Special Edition)

Deep Purple

Rock

Lançamento: 2013

O disco anterior do Deep Purple, Rapture of the Deep, saiu em outubro de 2005.

Foram praticamente oito anos —praticamente todo o tempo de duração das quatro primeiras formações da banda (68-76) e praticamente todo o tempo em que a banda ficou parada (76-84)— para Now What?! ver a luz do dia. E o resultado até que é surpreendente! Rock'n'roll clássico, sem cheiro de naftalina.

*Um muito obrigado ao maior especialista mundial em Deep Purple, Mr. Marcelo Soares.

MAIO

Daft Punk

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Random Access Memories

Daft Punk

Pop

Lançamento: 2013

8 anos após o último disco, os andróides Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo voltam numa pegada discoteca setentista, acompanhada pelos característicos sintetizadores de voz, marca registrada do Daft Punk. E o álbum ainda vem recheado de participações especiais, incluindo: Niles Rodgers, Julian Casablancas, Giorgio Moroder e Pharrell Williams.

Embora Random Access Memories seja bastante irregular para justificar todo o hype do lançamento, pelo menos 3 músicas são matadoras: Get Lucky, Giorgio by Moroder e Beyond (está última poderia estar na trilha de Drive, fácil).

Alice in Chains

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The Devil Put Dinosaurs Here

Alice In Chains

Rock

Lançamento: 2013

Fazia tanto tempo que não escutava Alice in Chains que tomei um susto com The Devil Put Dinossaurs Here. As mesmas harmonias, os mesmos arranjos… basicamente, o mesmo heavy metal denso e arrastado do álbum de estreia, no distante ano de 1990 —Facelift (mas sem um hit instantâneo como Man in the Box). Há tantos efeitos nos vocais que um desavisado poderia até pensar que Layne Staley (morto em 2002) continua na banda.

O fato é que também é o 1º disco do Alice in Chains que escuto desde Facelift. Mesmo sem ter acompanhado a carreira (o penúltimo trabalho é de 2009), dá pra supor que a banda manteve um som tão consistente quanto seus contemporâneos de Seattle, o Pearl Jam. Infelizmente, enquanto o PJ continua soando bem aos meus ouvidos, como veremos em outubro, o tipo de som do Alice in Chains já não me diz nada.

JUNHO

Queens of the Stone Age

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…Like Clockwork

Queens of the Stone Age

Rock

Lançamento: 2013

…Like Clockwork foi outro disco antecipadíssimo por público e crítica.

Convenhamos que a volta do Queens of the Stone Age pós-Era Vulgaris (2007), o retorno de Dave Grohl ao comando da bateria desde o clássico Songs for the Deaf (2002), mais uma tonelada de participações especiais (Sir Elton John sendo a mais sui generis, mas com espaço pra gente do calibre de Mark Lanegan, Alex Turner e Trent Reznor) e as apresentações da banda no Lollapalooza Brasil '13 (incluindo a estreia mundial de uma canção nova: My God Is the Sun) realmente foram motivos para criar as expectativas mais absurdas.

E o disco não decepciona. Josh Homme opera mais uma vez o milagre de tornar o stoner rock pesado com vocais leves e melódicos —som característico da banda— em algo de alcance universal, agradando tanto barbudões dos Hell's Angels quanto as mocinhas dos Jardins.

Black Sabbath

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13 (Deluxe Version)

Black Sabbath

Metal

Lançamento: 2013

O penúltimo Black Sabbath com Ozzy Osbourne nos vocais saiu no distante 1998, o ao vivo Reunion. 13 traz o retorno do Príncipe das Trevas ao lado de Tony Iommi e Geezzer Butler (Bill Ward ficou de fora por desavenças contratuais —em seu lugar, o batera Brad Wilk do Rage Against The Machine), com mais do mesmo heavy metal moleque, de raiz, que faziam na década de 60/70. Se não inova, continua agradando aos fãs.

AGOSTO

Franz Ferdinand

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Right Thoughts, Right Words, Right Action (Deluxe Edition)

Franz Ferdinand

Alternativo

Lançamento: 2013

Right Thoughts, Right Words, Right Action. Título grande para um trabalho menor na carreira de Alex Kapranos e sua trupe de escoceses, que chega 4 anos após Tonight: Franz Ferdinand.

É dançante e animado e diversão honesta: Right Action traz um suíngue dissonante bem legal, Bullet lembra de leve o Supergrass em sua fase Alright e Treason! Animals. é um bubblegum que poderia ter sido gravado pelo Elvis Costello no clássico Get Happy!.

Mas está longe do fogo fora de controle que incendiou os 2 primeiros discos da banda. Podia ser bem melhor.

Recomendo a versão extendida, que traz performances ao vivo em estúdio (o que significa que todos os 4 membros estavam tocando ao mesmo tempo num take só, ao invés de cada um gravar sua parte isoladamente) de 8 das 10 canções do álbum (não entraram as sonolentas The Universe Expanded e Brief Encounters), mais 3 do disco anterior (No You Girls, Can't Stop Feeling e Ulysses), mais o mega-hit Do You Want To e o lado B Love and Destroy. Dá pra ter uma boa noção da energia do Franz Ferdinand.

SETEMBRO

Pixies

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Bagboy – Single

Pixies

Alternativo

Lançamento: 2013

Cover Art

EP1

Pixies

Alternativo

Lançamento: 2013

Não é exatamente um álbum, mas podemos chamar de meio. O seminal Pixies acordou de um sono profundo em 2013 (o último álbum de inéditas, Tromp Le Monde, é de 1991; a última música inédita é de 2004 —Bam Thwok). E acordou fazendo barulho: mais um abandono de Kim Deal, a substituição da baixista por Kim Shattuck, um single gratuito porreta (Bagboy —em junho) distribuído através do próprio site da banda, e, em setembro, o EP1 com 4 inéditas (as preferidas são Andro Queen e Indie Cindy —esta última com um dos melhores versos de 2013: “You put the cock in cocktail, man!”). Única coisa a se lamentar: quem foi apressado e comprou o EP1 direto do site dos Pixies pagou um pouco mais caro do que na iTunes Store.

Arctic Monkeys

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AM

Arctic Monkeys

Alternativo

Lançamento: 2013

Apenas 2 anos separam Suck It And See, penúltimo disco dos Arctic Monkeys, de AM. Alex Turner e seu conjunto retornam competentes como sempre (Do I Wanna Know tem uma batida ótima!), produzidos por Josh Homme. Ao contrário do hype proporcionado pelo Pitchfork e pelo NME, o espinafrando.com fecha com um mero “ok”: composições “apenas” acima da média e que não vão mudar a sua vida.

OUTUBRO

Paul McCartney

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NEW (Deluxe Edition)

Paul McCartney

Rock

Lançamento: 2013

New é o novo álbum de inéditas do velho Macca desde Memory Almost Full em 2007 (entre esses, teve o Kisses On The Bottom em 2012, de covers). E novo é o melhor adjetivo para New! Paul McCartney não só continua com seu dom impecável de criar gemas pop (existe algum outro compositor mais prolífico em melodias assobiáveis?), como ainda consegue fazer isso sem parecer datado. Numa análise bem avarenta, há pelo menos 3 hits instantâneos que entram direto para a galeria de melhores canções do Macca: a roqueira Save Us, a festeira Queenie Eye e a beatleniana New.

Enquanto o fraco Memory Almost Full tinha gosto de ocaso, New tem cara de recomeço e mostra que Sir Paul McCartney ainda tem longa vida nos palcos e estúdios.

Se você é daqueles que fica imaginando como é que os Beatles soariam hoje em dia, não perca tempo e compre esse disco, um dos melhores do ano.

Pearl Jam

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Lightning Bolt

Pearl Jam

Rock

Lançamento: 2013

Lightning Bolt dá sequência aos bons lançamentos do Pearl Jam no século XXI (Riot Act, 2002 / Pearl Jam, 2006 / Backspacer, 2009). É mais do mesmo? É. O que significa poder ouvir o melhor do hard rock grunge, com um dos maiores vocalistas vivos, guitarras expressivas e uma cozinha mais do que competente. Discos do Pearl Jam não são como autoplágio, mas como histórias que pertencem a um mesmo universo.

Lightning Bolt vai do PJ clássico em Getaway, Swallowed Whole e na canção título, ao quase hardcore de Mind Your Manners, passando pelas sempre belas baladas de Eddie Vedder, como Sirens e Pendulum ou pelo folk de Sleeping by Myself.

Arcade Fire

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Reflektor

Arcade Fire

Alternativo

Lançamento: 2013

Em disputa acirrada com o Daft Punk pelo hype do ano, o Arcade Fire se reinventa como banda, adota o pseudônimo The Reflektors e lança o 4º álbum da carreira, o duplo Reflektor, sucessor do ótimo The Suburbs, de 2010.

A sonoridade de Reflektor é bastante diferente de seu antecessor. A fantástica canção-título que tem participação do senhor David Bowie, meio BlondieAbba-discoteca e destoante do conjunto, teima em não sair da cabeça. Leva desde já o prêmio de refrão do ano. O restante é um passeio pelo que há de melhor e pior no som dos anos 80, na proporção de 3 músicas ótimas pra 1 música chata.

Quando acerta, o Arcade Fire é sublime: casos de Reflektor, We Exist, You Already Know, Joan of Arc (e sua linha de baixo poderosa), Normal Person —que tem um riff de guitarra (!) (a exclamação se justifica para o Arcade Fire) absolutamente grudento e que parece plágio de outra banda que não consigo identificar (e se não for, é prova de excelência).

Quando erra, erra fragorosamente. Flash Bulb Eyes e Here Comes The Night Time —uma mistura de samba de gringo com dancehall tipo o 1º disco do Skank— dão vontade de jogar o disco pela janela. Awful Sound (Oh Eurydice) justifica plenamente seu nome, apesar do refrão bonito. It's Never Over (Hey Orpheus) também faz pensar se o nome da canção não é apropriado demais, mas a coisa melhora um pouco depois. Supersimmetry fecha o disco de forma sonolenta.

Veredicto final: Reflektor seria ótimo se fosse um disco simples e se fosse mais “direto” —há acessórios e penduricalhos sonoros em excesso, que acabam poluindo a audição.

NOVEMBRO

Eminem

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The Marshall Mathers LP2 (Deluxe)

Eminem

Hip-Hop/Rap

Lançamento: 2013

O rapper boca-suja andava meio sumido depois de Recovery (2010). Seu retorno com The Marshall Mathers LP 2, continuação do disco de 2010, traz um Eminem de voz um pouco mais grave e um pouco mais “estragada”.

Não sou e não pretendo virar especialista em sua discografia (simplesmente não é o tipo de som que me agrada). Ainda assim, sei reconhecer sua importância para a indústria musical. E, do pouco que conheço, diria que o som deste disco está mais próximo da pancada ouvida em 8 Mile, do que nos histriônicos videoclipes da virada da década, quando Eminem / Marshall Mathers / Slim Shady foi febre.

DEZEMBRO

Black Flag

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What The…

Black Flag

Rock

Lançamento previsto: 2013

What The… marcará o retorno do Black Flag, 28 anos após o lançamento de In My Head. Se ainda não pudemos ouvir o disco novo de um dos ícones do punk hardcore, vale a menção adiantada pelo recorde de tempo sem gravar deste inventário. Mesmo que sem a presença do mítico Henry Rollins.

***

Bom para: renovar sua biblioteca de músicas ao mesmo tempo em que mata saudades de seus rockstars favoritos.

 

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