Top 3: Melhores (e piores) de 2013

31 de dezembro é dia da tradicional retrospectiva do espinafrando.com, com o que vimos de melhor e de pior na cultura pop em 2013. Foi um ano fraco, inclusive para o próprio site —mea culpa. Mas, como isso aqui acabou se safando da morte 2 vezes neste ano, fica registrada a resolução para 2014: um espinafrando melhor e mais forte.

***

HQ

3.Phonogram

A última #dicaduca do ano conquistou a medalha de bronze, pelo frescor de sua narrativa que mistura música e magia.

2.Jimmy Corrigan, o Menino Mais Esperto do Mundo

Eu sei, é de 2000. Mas fazer o quê, se li apenas nesse ano? Você também colocaria na sua lista de melhores essa obra-prima de Chris Ware, no ano em que a tivesse lido pela primeira vez.

1.Flex Mentallo

O universo lisérgico de Grant Morrison™ em sua melhor forma, lutando contra a falácia da criação formulaica™.

Menção Honrosa: Outros Quadrinhos

Uma das melhores novidades do ano: um site que traduz e publica uma seleção das melhores webcomics internacionais.

Filmes Blockbusters

3.Círculo de Fogo

Robôs gigantes + monstros gigantes = filme pipoca gigante!

2.Além da Escuridão – Star Trek

Em uma palavra: Khaaaaaaannnnnn!

1.Homem de Ferro 3

Shane Black + Robert Downey Jr. + Mandarin zueira + a barriga da Gwyneth Paltrow = Excelsior!

Filmes Sérios

A categoria mais próxima do Oscar no espinafrando.com.

3.Gravidade

Quase coloco entre os piores de 2013 pela falta de ousadia de Alfonso Cuarón, mas o espetáculo visual na telona merece ficar entre os melhores do ano, ainda que o filme deva perder parte de seu apelo no home video.

2.Django Livre

O melhor Tarantino até aqui e ponto.

1.A Hora Mais Escura

Filme pesado que levanta grandes questionamentos.

Menção Honrosa: Amor

Todo o desconforto que há no final dessa vida é pra você, por Michael Haneke.

Discos do Ano – Medalhões

3.The Messenger – Johnny Marr

O parceiro Morrissey faz falta nos vocais, mas Johnny Marr prova mais uma vez que é grande compositor e guitarrista único no disco mais divertido do ano.

2.New – Paul McCartney

O mais próximo de um disco dos Beatles no século 21.

1.The Next Day Extra – David Bowie

Bowie esmerilha no rock, no videoclipe, na estratégia de lançamento e toma de assalto a nova e a velha mídia.

Menções Honrosas: Lightning Bolt – Pearl Jam / Bag Boy + EP1 – Pixies

Lightning Bolt é mais um bom disco do sobrevivente do grunge, que tem o mérito de soar como velho conhecido na primeira audição.

E a volta dos Pixies com composições inéditas sem perder o gás é sempre digna de nota.

Discos do Ano – Estranhos no Ninho

Grandes discos lançados em 2013 que podem causar estranhamento na primeira audição, mas que crescem com o tempo.

3.Reflektor – Arcade Fire

As músicas boas grudam na hora, mas até as partes chatas acabam se infiltrando em seu cérebro depois de algum tempo.

2.…Like Clockwork – Queens of the Stone Age

Álbum de peso cheio de sutilezas, cujos destaques acabam sendo as baladas(!).

1.Push The Sky Away – Nick Cave & The Bad Seeds

Calmaria e poesia tristonha que arrebatam ouvidos despreparados e adultos predispostos.

Menções Honrosas: m b v – My Bloody Valentine / Random Access Memories – Daft Punk

Camadas de guitarras barulhentas e distorção, num caos sonoro que embala o lirismo delicado das canções, marcando o retorno do My Bloody Valentine.

Tem como não se render ao furacão Daft Punk em registro analógico? Eu bem que tentei, mas fracassei feliz.

Discos – Descobertas do (no) Ano

3.My Head Is an Animal – Of Monsters and Men

O tom épico/sinfônico/fofo que o Arcade Fire fez questão de perder, o Of Monsters and Men fez questão de abraçar.

2.El Camino – The Black Keys

Deixei os Black Keys passarem em branco em 2012, mas corrigi a rota em 2013. El Camino funciona que é uma beleza no estúdio e é tão animado que você nem se importa em buscar as referências.

1.Keep Breathing – The Durutti Column

Se 2013 foi marcado por muitos bons discos, mas nenhum sensacional, vou deixar o posto de disco do ano para essa pérola de 2006 do Durutti Column. Tão essencial quanto continuar respirando.

Menção Honrosa: Honey Skippin' – The Hot Sprockets

O animado country-blues dos garotos dublinenses foi o sopro de novidade na seleção musical do ano.

Livros

3.Cash – A Autobiografia de Johnny Cash, por Johnny Cash e Patrick Carr

Os causos do tio Cash são quase tão marcantes quanto suas músicas.

2.Cheguei Bem a Tempo de Ver o Palco Desabar, por Ricardo Alexandre

Ricardo Alexandre faz as vezes de Mário Sérgio Pontes de Paiva (aquele que sabe porque esteve lá) e nos conta sobre a morte do rock brasileiro e da imprensa musical voltada para “as massas”, entre os anos 90 e o fim dos anos 00.

1.O Oceano no Fim do Caminho, por Neil Gaiman

Ficção tocante para dar asas à imaginação.

Séries

3.Orange is The New Black

O laranja é o novo preto e a Netflix é a nova televisão. Dramédia mais doce do que agri.

2.House of Cards

Kevin Spacey faz bonito. Kate Mara faz bonito. Robin Wright arrepia bonito. E o telespectador fica no escuro até ser tarde demais. Mais um ponto alto da Netflix.

1.The Fall

Atuações, roteiro e direção soberbos, com a marca BBC: série de tiro curto, sem espaço para enrolação e com tempo para desenvolver personagens.

espinafradas prazerosas

Posts divertidos de escrever, não necessariamente gostosos de ler.

3.A cobertura do Lolla no sofá

Não deu pra conferir o Lollapalooza in loco em 2013, mas foi bem divertido fazer uma imersão relâmpago na discografia das bandas participantes (partes 1, 2, 3 e 4) e fazer a “““crítica””” do sofá.

2.Artigos aleatórios excessivamente longos

O que era pra ser uma resenha dum gibi do Homem de Ferro pra acompanhar o lançamento do filme no cinema acabou virando um monstro enfadonho intitulado de As origens secretas da Marvel no cinema.

American Horror Story e Hemlock Grove, duas séries de terror, foram o estopim para um texto sobre episódios pilotos que teve até um “““infográfico””” exclusivo.

Born to Run, o álbum genial do Boss Bruce Springsteen, rendeu um faixa a faixa gigantesco, numa tentativa bisonha de tomar emprestado um pouquinho da qualidade épica do disco.

1.talk show – a sessão de entrevistas

Se a quantidade é pouca, a qualidade dos entrevistados e os delírios de grandeza foram suficientes para criar uma nova sessão para o site, agregando todas as entrevistas passadas, mais as duas que aconteceram neste ano: Jimmy Palmiotti e Jamie Delano.

UNPOP – Os piores de 2013

3.As patacoadas cinematográficas sérias que geraram artigos ruins

Até agora, não sei o que foi pior: a pretensão de Paul Thomas Anderson e Steven Spielberg em O Mestre e Lincoln, ou as críticas fuleiras e vergonhosas do @espinafrando.

2.A decadência de Sofia Coppola

As escolhas de Sofia precisam ser repensadas urgentemente após os fiascos Um Lugar Qualquer e Bling Ring – A Gangue de Hollywood.

1.Os blockbuster sem alma

O cinema de aventura morreu mais um pouco em 2013, graças aos esforços combinados de Zack Snyder (O Homem de Açocrítica 1 e crítica 2), Peter Jackson (O Hobbit – A Desolação de Smaug) e à equação de Bruckheimer (O Cavaleiro Solitário).

 

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