talk show, com Terry Moore – Parte 1

Bem, depois de falar sobre o excelente trabalho autoral de Terry Moore (e, se você ainda não leu, recomendo com força que vá ler imediatamente o artigo nesse link e depois volte para este post), é hora de falar com o próprio Terry Moore! Fizemos uma loooooonga (você tinha razão, Terry, mal aí) e exclusiva entrevista com o criador de Estranhos no Paraíso, Echo e do novo hit Rachel Rising. Esta é a primeira parte. Enjoy!

***

talk show, com Terry Moore

@espinafrando: Como você decidiu começar uma editora própria, através do Abstract Studio?

Terry Moore: Porque eu queria fazer uma série de Estranhos no Paraíso e ninguém tinha interesse em publicar, exceto a Antarctic Press. Fiz a minissérie e o primeiro encadernado com eles, mas as vendas foram baixas e eles ficaram com a maior parte da receita, então eu fiquei com quase nenhum dinheiro por tudo aquilo. Eu decidi que, se eu ia ficar preso com as baixas vendas dos independentes, minha única esperança de transformar isso num trabalho era fazer tudo eu mesmo, assim não teria que rachar a grana com uma editora. É por isso que ainda estou aqui, fazendo quadrinhos.

@e: Quais são os prós e contras de publicar seu próprio trabalho?

TM: Pró: não posso ser despedido. Contra: não posso me demitir.

A liberdade da publicação independente é ótima. Eu posso fazer qualquer coisa em que acreditar. Mas a audiência é baixa num trabalho indie. É apenas a natureza do mundo. A maioria das pessoas fica encantada pelos quadrinhos mainstream e sua presença incansável na publicidade. Minha única propaganda é a boca-a-boca.

@e: Você tem a intenção de publicar outros autores através do Abstract Studio algum dia? Image e Dark Horse deveriam se preocupar com um novo concorrente?

TM: Não. Eu nunca quis ser uma editora. E ninguém precisa de mim para se publicar, eles podem fazer isso por si mesmos.

@e: Estranhos no Paraíso: preto e branco (embora existam algumas edições coloridas). Echo: preto e branco. Rachel Rising: preto e branco. Por quê? Você tem algo contra cores?

TM: Cor é uma outra etapa, uma outra despesa, outro atraso no processo, e outro risco da arte ser comprometida. Quando o colorido funciona, é lindo, mas quando não está funcionando, é uma dor de cabeça que não preciso. E eu venho das tirinhas, que são desenhadas em P&B e publicadas imediatamente, sem mais delongas. Eu gosto de trabalhar desse jeito.

@e: Por falar em cores e na Image, o que aconteceu no breve período em que EnP foi publicada em cores pela editora, através do selo Homage de Jim Lee, e por que EnP voltou ao P&B depois de 5 edições e retornou ao Abstract Studio após 8 números?

TM: Era caro e as cores não estavam saindo direito. Eu queria um estilo europeu de cor chapada com rubores nas pessoas, mas com mais renderização e realces em materiais e cenários de fundo. Eles não entenderam isso porque estavam espremendo minhas páginas entre trabalhos com super-heróis, onde tudo é renderizado em alta. Ficou horrível no meu estilo cartunesco. O colorista estava adicionando destaques anatômicos onde não deveria haver nenhum. Esse tipo de coisa. É difícil deixar alguém mexer com sua arte final.

@e: O que você pode nos contar sobre seu processo criativo? Você tem um método para criar suas histórias? Se esse for o caso, o método teve variações entre as 3 séries diferentes (Estranhos no Paraíso, Echo e Rachel Rising)?

TM: Eu tentei todos os métodos ao longo dos anos, mas eu trabalho melhor como cartunista, o que significa que eu escrevo enquanto eu desenho. É como ser um cantor E compositor, que são entidades inseparáveis para algumas pessoas, certo? É estranho para mim fazer um OU outro. Fazer ambos ao mesmo tempo é a forma que encontrei para manter a história orgânica para mim e para meus pensamentos mais profundos, porque ao desenhar você pensa mais e mais e mais sobre o momento na página, pelo tempo que for necessário para desenhá-la. Desenhar leva um bom tempo, é MUITO MUITO MUITO mais lento do que escrever. Então eu passo horas pensando sobre o roteiro de uma pequena parte, um pequeno pedaço de diálogo. É nesse tempo extra que tenho algumas das minhas melhores ideias. Então, fazer cartuns soa como algo bobo, mas é uma maneira poderosa para criar coisas vindas do coração.

@e: Uma vez que você é tanto o artista quanto o roteirista de EnP, Echo e Rachel Rising, você se dá ao trabalho de fazer primeiro um script detalhado antes de começar a desenhar, como se fosse um script para outro desenhista?

TM: Eu faço se tiver uma sequência complicada de eventos em que eu esteja tentando descobrir a progressão lógica. Eu deixo a sequência fluir, anoto o diálogo mais óbvio. Então, eu edito e reviso intensamente enquanto começo a desenhar o que escrevi. Quando escrevo para outros artistas, uso o Final Draft: fica parecendo um script para uma série de TV.

@e: EnP, Echo e Rachel Rising são todas séries de longa duração. Você planejou todo o enredo do início ao fim, ou as histórias começaram a progredir organicamente assim que você começou a escrevê-las?

TM: Para EnP, eu não planejei muito à frente. Eu só sabia onde queria que os personagens terminassem depois de alguns anos, e tudo no meio disso foi criado de forma orgânica. Coloquei problemas em seus caminhos, como se eu fosse um deus grego malvado, e fui ver como eles se viravam. Com Echo, eu escrevi um esboço de história em 3 atos. Queria que Echo fosse o oposto de EnP em estrutura, com uma história bem amarrada. Em Rachel Rising, eu queria uma série em quadrinhos divertida, então eu espalhei minhas ideias de histórias em arcos e apenas dei uma organizada geral nos meus pensamentos. Pra mim, foi como estar em 3 relacionamentos diferentes. Sou o mesmo cara, em 3 relacionamentos diferentes com 3 parceiras quem têm suas próprias maneiras e suas próprias regras. O que torna a vida interessante, com certeza!

@e: Você já se achou surpreso com os rumos que suas histórias tomaram?

TM: Sim!!!! Quando se trabalha de forma orgânica, deixando a história se desenvolver de forma honesta e natural, você pode se deparar com um curso narrativo na quarta-feira que nunca teria imaginado na terça. Isso faz sentido? Acho que as surpresas são uma das razões que fazem os escritores amarem seu trabalho.

@e: Acontecimentos atuais influenciam de alguma maneira os seus roteiros (e, nesse caso, como)?

TM: Até certo ponto, sim. Eu vivo no presente, eu presto atenção no mundo a minha volta e acho que estou bem atualizado com o que acontece no mundo. Essa é a pessoa que senta pra escrever a próxima edição do gibi.

@e: Você sente a falta de um editor (além da sua esposa, Robyn) durante o processo?

TM: De vez em quando, eu tenho vontade de trocar ideias. Sempre acreditei que o grande poder coletivo da banda se sobrepõe ao dos indivíduos separados. Grandes bandas são melhores do que seus membros. Só que eu nunca encontrei uma configuração de banda pra minha arte, por isso estou acostumado a trabalhar sozinho agora. De volta à vida de cantor/compositor.

@e: A primeira coisa que qualquer um nota em seu trabalho autoral é a ótima caracterização das mulheres, tanto na arte quanto nas personalidades e diálogos. É algo intencional —como para explorar uma oportunidade de mercado, ou por causa de fortes valores feministas, por exemplo— ou você apenas gosta de escrever e desenhar personagens femininos?

TM: Eu gosto de escrever e desenhar mulheres porque gosto de mulheres… bastante! Apenas me ligo nisso. Comecei desenhando super-heróis quando tinha uns dez anos de idade, e me lembro de como ficava frustrado com como meus desenhos de mulheres eram ruins. Isso me levou a começar a prestar mais atenção naquilo que eu estava tentando desenhar. Foi o começo do amor de uma vida inteira pelas mulheres desse mundo. Um monte de homens se sentem do mesmo jeito que eu, eu apenas adicionei meu lado criativo à receita.

@e: Já que tocamos no assunto, você tem um baita talento para “traçar” mulheres (trocadilho não intencional). É raro ver garotas tão naturais e cheias de personalidade —tão humanas— na cultura pop, de modo geral. Isso não foi uma pergunta, afinal, então vamos seguir em frente.

Qual é a da dinastia Moore nas histórias em quadrinhos? Alan, Steve (RIP), Terry… Tem alguma parada do tipo “Illuminati querendo conquistar o mundo” acontecendo aqui?

TM: Acho que nós, os Moore, viemos todos das mesmas raízes ancestrais. Nossos antepassados devem ter sido demais!

@e: Primeiro, tivemos uma espécie de romance moderno da Jane Austen com Estranhos no Paraíso. Então veio Echo, uma jornada do herói não tão típica misturada com O Fugitivo. Agora, temos uma história de terror-gótico-com-bruxas-de-Salem-e-uma-jovem-assassina-serial em Rachel Rising. O que vem a seguir no TerryMooreverse? Um faroeste alienígena, talvez? Deixando as piadas ruins de lado, como você escolhe um tema para uma série em quadrinhos?

TM: Eu chamo de Terryverse. Mas não, o tema é que me escolhe. Vale qualquer coisa que minha imaginação inventar, certo?

@e: A quantas anda o desenvolvimento do filme de Echo?

TM: Sinto informar que os direitos voltaram pra mim e que não há nenhum interesse no momento. A boa notícia é: está disponível, galera! Assim como os direitos de Estranhos no Paraíso, por sinal.

@e: Fiquei sabendo que Rachel Rising vai virar série de TV. Por favor, conte o que você puder sobre isso aos nossos leitores!

TM: Estou escrevendo o piloto agora. Se eles gostarem, podemos ter alguma notícia pra vocês. Até lá, é só silêncio.

@e: Por quanto tempo você pretende continuar a saga de Rachel Rising?

TM: Essa é difícil de responder. Depende das vendas, elas precisam continuar fortes ou terei que seguir adiante. Mas estou adorando a série. Gostaria de continuar com ela.

@e: Existe algum momento ou edição em particular, entre todo seu trabalho, do qual você se orgulha mais? Ou do qual você se arrepende?

TM: Depois de mais de 20 anos, tenho várias cenas que amo e muitas páginas que acredito terem ficado boas. Não consigo me lembrar de todas, mas quando eu vejo uma delas de novo, isso me atinge e me deixa feliz. Fiquei satisfeito com o final de EnP, por exemplo. Adorei alguns dos momentos em Echo em que as garotas ficam face a face com as coisas mais extraordinárias e estranhas. E Rachel é uma peça de humor com um monte de cenas que desfruto. Provavelmente, meus momentos favoritos são quando faço uma cena que nunca vi antes em outros livros ou filmes. É tudo meu, e isso é difícil de fazer, inventar um momento humano verdadeiramente original. Tipicamente, você pode me mostrar uma cena numa história e eu posso te dizer onde você pode encontrar algo parecido num trabalho anterior. É como na música, certo? Ou seja, as coisas novas são um raro deleite.

@e: Bem, se tive sorte, as perguntas acima (algumas, ou qualquer uma delas) não foram tão comuns.

(E você não precisa cortar meu coração falando a verdade).

Então, na 2ª parte desta entrevista, abordaremos as perguntas-clichês indispensáveis.

Até lá, estes foram o @espinafrando e o grande Terry Moore desejando boa noite e boa sorte.

***

Well, after talking about the excellent creator owned work of Terry Moore (and if you didn't read it, I strongly recommend that you go read the article in this link immediately and come back to this post —since we didn't translate it to English, the only option for you, native English speaker, is the terrible Google Translator, sorry about that), it's time to talk to Terry Moore himself! We did a loooooong (you were absolutely right, Terry, sorry about that) and exclusive interview with the creator of Strangers in Paradise, Echo and the new hit Rachel Rising. This is the first part. Enjoy!

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talk show, with Terry Moore

@espinafrando: How come did you decide to start a publisher of your own, with Abstract Studio?

Terry Moore: Because I wanted to make a series of Strangers In Paradise and nobody was interested in publishing it except Antarctic Press. I did the mini-series and first tpb with them, but the sales were low and they took the majority of the income, so I got almost no money for all that. I decided if I was going to be stuck with low indy sales, my only hope to make a job of it was to do everything myself so I didn’t have to split the money with a publisher. That is why I am still here, making comics.

@e: What are the pros & cons about publishing your own work?

TM: Pro: I can’t be fired. Con: I can’t quit.

The freedom of indy publishing is great. I can make whatever I believe in. But the audience is small for an indy work. That’s just the nature of the world. Most people are mesmerized by mainstream comics and their relentless advertising presence. My only advertising is word of mouth.

@e: Someday, do you intend to publish other authors via Abstract Studio? Should Image and Dark Horse be worried about a new competitor?

TM: No. I never wanted to be a publisher. And nobody needs me to publish them, they can do it themselves.

@e: Strangers in Paradise: black & white (although there are some editions in color). Echo: black & white. Rachel Rising: black & white. Why? Do you have anything against colors?

TM: Color is another step, another expense, another delay in the process, and another risk that the art may be compromised. When color works, it’s wonderful, but when it’s not working it’s a headache I don’t need. And I come from comic strips, which were drawn in B&W and published immediately without delay. I like to work that way.

@e: Speaking of colors and Image, what happened in the brief period SiP was published in colors by Image, via Homage, and why SiP turned back to B&W after 5 issues and back to Abstract Studios after 8?

TM: It was expensive and the color wasn’t turning out right. I wanted a euro style of flat coloring with blushes on the people, but more rendering and accents on materials and backgrounds. They didn’t understand that because they were squeezing my pages in between super-hero work where everything is high rendered. It looked awful on my cartoony style. The colorist would add anatomy highlights where there wasn’t supposed to be any. That kind of thing. It’s hard to let somebody else fiddle with your finished art.

@e: What can you tell us about your creative process? Do you have a method to create your stories? If so, the method had variations among the 3 different series?

TM: I’ve tried every method over the years, but I work best as a cartoonist, meaning I write while I draw. It’s like being a singer songwriter, they go hand in hand for some people, right? It’s weird for me to do one or the other. Doing both at once is how I keep the story organic to me and my deepest thoughts, because as you draw you think about the moment on the page over and over and over, for as long as it takes to draw it. Drawing takes a long time, it is MUCH MUCH MUCH slower than writing. So I spend hours thinking about the writing in one little part, one little bit of dialogue. That extra time is where I get some of my best ideas. So cartooning sounds like a silly thing to do, but it is a powerful way to create something from the heart.

@e: Since you are both the artist and writer of SiP, Echo and Rachel Rising, do you bother to make a detailed script before you start drawing as if the script was for another artist?

TM: I do if I have a complicated sequence of events and I’m trying to figure out the logical progression. I lay the sequence out, jot down the obvious dialogue. Then I edit and revise intensely as I begin drawing what I wrote. When I wrote for other artists, I write in Final Draft, so it looks like a script for a TV show.

@e: SiP, Echo and Rachel Rising are all long runs series. Did you have all plots planned, from the beginning to the end, or since you start the stories they happen to grow organically?

TM: For SiP I didn’t think very far ahead, I just knew where I wanted them to end up in a few years and everything in between was created in an organic way. I’d send trouble their way, like I was a mean Greek god, and see what they did about it. For Echo, I wrote a 3-part story outline. I wanted Echo to be the opposite of SIP in structure with a tight story. For Rachel Rising, I wanted a fun comic book series, so I laid out my story ideas in arcs and just did general organization of my thoughts. It’s been like 3 different relationships for me. I’m the same guy, in 3 different relationships with 3 different partners who have their own way and their own rules. Makes life interesting, for sure!

@e: Have you ever found yourself surprised with how your stories evolves?

TM: Yes!!!! When you work organically, letting the story develop honestly and naturally, then you may find yourself looking at developments on Wednesday that you never imagined on Tuesday. Does that make sense? I think the surprises are one reason why writers love to work.

@e: Do present events have any influence on the scripts (and if so, how?)?

TM: To a certain extent, yes. I live in the present, I pay attention to the world around me and I think I’m pretty up to date with the world. So that’s the person who sits down to write the next issue of the comic.

@e: Did you miss an editor (besides your wife, Robyn) along the process?

TM: Once in awhile I want to bounce ideas around. I’ve always believed in the mighty power of the collected band over the individual members alone. Great bands are better than their members alone. But I never found a band setup for my artwork, so I’m used to working alone now. Back to the singer/songwriter life.

@e: The first thing that anyone can notice in your creator owned work is the great women characterizations, both in art and personalities and dialogues. Is this intentional —as in a market opportunity, or strong feminist values, for example— or do you just like to draw and write women characters?

TM: I like to write and draw women because I like women… a lot. I’m just wired that way. I started drawing superheroes when I was about ten years old, and I remember being so frustrated by how bad my female drawings were. It drove me to start paying more attention to what I was trying to draw. That was the beginning of a life-long love for the women of this world. A lot of men feel the same way I do, I just added my creative side to it.

@e: By the way, you have great, great talent to “do” women (no pun intend). It's rare to see ladies so natural and full of personality —so human— in pop culture at all. This is not a question after all, so let's move on.

What is about the Moore dynasty in comics? Alan, Steve (RIP), Terry… Is there some kind of “Illuminati thing going on to rule the world” here?

TM: I think we Moore’s all come from the same ancient family roots. Our ancestor family must have been awesome.

@e: At first, we had some kind of modern Jane Austen romance with SiP. Then, there was Echo, a not so typical hero's journey mixed with The Fugitive. Now, we have a gothic-horror-Salem-witches-with-a-young-serial-killer in Rachel Rising. What's next in TerryMooreverse? An alien western, perhaps? Bad jokes apart, how do you choose a theme for a comics series?

TM: I call it the Terryverse. But, no, the theme picks me. Whatever my imagination comes up with, right?

@e: What's the status of Echo – The Movie?

TM: I’m sorry to report the rights have come back to me and there is no current interest. The good news is, it’s available, kids! So is Strangers In Paradise, by the way.

@e: I happen to know that Rachel Rising is going to be a TV series. Please, tell our readers what you can about it!

TM: I’m writing the pilot now. If they like that, we might have some news for you. Till then, all is quiet.

@e: How long do you plan to continue the Rachel Rising saga?

TM: That’s hard to say. It depends on sales, they have to stay strong or I will have to move on. But I’m loving the series. I’d like to keep going.

@e: Is there a particular moment/issue throughout your work which you are more proud than others? Or wich you have regrets?

TM: After 20 plus years, I have numerous scenes I love and many pages I thought came out well. I can’t remember them all but when I see one again it strikes me and makes me happy. I was pleased with the ending of SiP, for example. I loved some of the moments in Echo when the girls were faced with the most extraordinary freaky stuff. And Rachel is a mood piece with a lot of scenes I relish. Probably my favorite moments are when I make a scene I’ve never seen before in other books or movies. They’re all mine and that’s hard to do, come up with a truly original human moment. Typically, you can show me a scene in a story and I can tell where you can find something like that in an earlier work. Like music, right? So, the new stuff is a rare treat.

@e: Well, if I get lucky, (some or any of) the questions above were not so common.

(And you don't have to break my heart speaking the truth)

So, the second part of this interview is the time to the indispensable cliche ones.

Until then, these were the @espinafrando and the great Terry Moore wishing good night, and good luck.

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